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terça-feira, 17 de maio de 2016

Rússia: Dicas e Informações Úteis

Por Vanessa Thiesen

Estou meio sumida por aqui, né? Mas dessa vez fiz diferente, acabei de chegar de viagem da Rússia e resolvi já colocar a mão na massa, sem demora! Aqui está um post cheio de dicas sobre a Rússia!

Eu sempre tive vontade de conhecer a Rússia. E, desde sempre, todos me diziam: não vá a Rússia sem um pacote, sem guias – você não vai conseguir se virar lá sozinha. Por essa razão, muitas vezes fui deixando a Rússia de lado. Mas quando uma amiga me falou: vamos para Moscou?! Não pude perder a oportunidade. Eu e ela conversamos e no mesmo dia já comprei  as passagens – não tinha como voltar atrás – iria para Rússia muito em breve rsrs.

kremlin moscou russia

Resolvi fazer o post sobre Moscou e São Petersburgo centrado em dicas de como as coisas funcionam lá na Rússia, sobre o que pesquisei e pude confirmar vivenciando. Acredito que auxiliará pessoas que pretendem ir sem guias.

Peguei vários dias com tempo ruim, então, me perdoem a qualidade das fotos, ok? Nada como um sol para dar mais beleza às fotos….

Vamos às dicas?

1- Língua:

Realmente poucos russos falam inglês e os que entendem um pouco, compreendem na verdade quase nada. Para se ter uma ideia, os táxis que peguei na Rússia não entendiam nem o que significa: how much. Enfim, não espere que te entendam! Já nos hotéis que fiquei, todos falavam inglês e nos restaurantes a grande maioria entendia o suficiente para poder te atender.

Nesse momento você pode pensar: como fazer?? Se for viajar para Rússia sem guias, vá bem preparado! Reúna o máximo de informações que puder e se possível, tenha internet em seu telefone. Ela poderia ter me ajudado muito – pois existem muitos tradutores nos quais você escreve a frase em português e o aplicativo traduz para o russo na hora. Mas para mim, não foi fácil conseguir internet. A operadora Tim me deixou sem serviço (até agora não entendi o porquê), com isso, não conseguia receber SMS para ter acesso gratuito ao wifi em restaurantes e no metrô (em Moscou tem wifi grátis no metrô). Explico: em grande parte da Rússia você precisa fazer um mini cadastro, colocar seu telefone e receber um SMS que libera o acesso à internet – sem ter serviço, não há como receber o bendito SMS. Também pensei em comprar um SIM card, mas como comprar e escolher se ninguém fala inglês? Como selecionar o pacote adequado? Enfim, fiquei sem internet e isso complicou bastante a minha vida. Portanto, aí vai uma grande dica:

Dica: tenha internet em seu celular. Seja pela sua operadora do Brasil, seja através de um cartão pré-pago. E baixe o aplicativo google tradutor.

Em St Petersburg, mais pessoas falam inglês e também há mais sinalização em nosso alfabeto, e isso auxilia bastante. Em Moscou faltou ter mais placas indicando os pontos turísticos, então precisei pedir informação muitas vezes. Penso que não adianta ter uma ou outra placa, para realmente ajudar, precisa ter placa em TODA esquina, senão você pode se desviar no caminho. Mais uma vez, se você tem internet, um aplicativo pode te ajudar nesse momento.

Além da internet, mímica sempre ajuda um pouco, mostrar no mapa o que quer, também. Mas é bastante engraçado, você pergunta em inglês, de alguma forma eles entendem algo e começam a te explicar…em RUSSO kkkkkkkk

DICA: assim que chegar, consiga um mapa (no hotel sempre tem) e circule os pontos que você pretende ir com auxílio do google maps e internet.

E aqui, duas palavras essenciais durante a viagem para Rússia:

Por favor/de nada – pajalsta

Obrigada – spassiba

2 – Locomoção:

  • Locomoção em St Petersburg:

Se você ficar próximo a Nevsky Prospekt (rua principal da cidade), poderá fazer praticamente tudo a pé. Se precisar de metrô, ele é bem tranquilo de usar. Placas também em nosso alfabeto, poucas linhas e funciona de uma maneira bem similar a outras países. Você precisa saber a direção que vai seguir (que é dada pela última estação da linha). Em cada estação que o metrô parar, você terá sempre bem visível o nome dela em russo e em inglês. Ou seja, bem simples.

Mapa do metrô de São Petersburgo

Mapa do metrô de São Petersburgo

Um exemplo do funcionamento do metrô de St Petersburg:

Você esta na estaçao Ozerki (linha 2, azul) e quer ir para estação Avtovo (linha 1, vermelha).

O sentido que você precisa pegar a linha 2 é Kupchino (estação final), entendido? Teria também a opção do sentido contrário, Parnas.

Você seguirá até a estação Tekhnologichesky Institut, estação que conecta linha 2/azul com linha 1/vermelha. Ali, você sai do metro e procura a linha 1/vermelha no sentido Prospekt Veteranov. Pega esse metrô e desce na estação Avtovo. Pronto, chegou ao seu destino.

Você entendendo esse funcionamento, conseguirá se virar em quase todos os metrôs do mundo. O que auxilia muito, é ter em todas as estações, na parede, uma grande adesivo, que se estende ao longo de toda parede ao lado do metrô, escrito a estação que você está. Assim, não precisa se preocupar em ouvir o que o locutor fala – afinal, você não  entenderá nada. Alguns vagões tem um visor escrito a estação, o que ajuda muito também – mas isso não está presente sempre.

  • Locomoção em Moscou:

A cidade tem avenidas super largas, muitas vezes umas dez pistas. Ao ver a primeira coisa que pensei foi: como vou atravessar isso? Até arrisquei atravessar normalmente, mas logo em seguida descobri que há passagens subterrâneas para pedestres – você vai notar que sempre tem uma placa indicando. E prepare-se, você vai caminhar muitoooo! Apesar do metrô da cidade ser muito bom e completo, as estações são bem longe uma das outras – portanto, leve calçado confortável, será necessário.

metro moscou

O metrô de Moscou foi criado em 1935, e ele é um pouquinho mais complicado que o de São Petersburgo. Mas nada impossível, ok? O objetivo não é assustar ninguém e sim facilitar a vida de quem for para Rússia, evitando surpresas. Listo abaixo algumas dicas sobre como utilizar o metrô em Moscou:

1 – Não tem o nome das linhas em nosso alfabeto, então você precisa assimilar os nomes. Seja lendo da sua maneira ou então aprendendo um pouco do alfabeto cirilico. Os mapas geralmente tem o nome em russo e em inglês – mas do que adianta você saber em inglês e chegar no metrô e não encontrar igual? Good question kkkkkk

Exemplos:

кофе

Você pode aprender um pouco do alfabeto e verá que a letra “ф” significa “f” e aí conseguirá: kofe. Ou então pode olhar e ler da maneira que conseguir. Eu fazia leitura por semelhança e lia: kope.

динамо

Você pode aprender um pouco do cirilico: д= d и=i н=n а=a m=m o=o ,  ou então fazer de maneira torta, como eu: ler anhamo e procurar por isso rsrs. No mapa do metrô você terá динамо e também “dinamo”(em inglês)  mas mais um vez lembrando, no metrô você só encontrará динамо.

2 – As linhas podem ser identificadas por cor ou por número. Recomendo ficar mais atento aos números, pois como há muitas linhas, as cores são semelhantes, o que pode confundir. Também prestar atenção ao primeiro e segundo nome da estação. Teve um momento na viagem em que prestei atenção somente ao primeiro nome e fui parar no lugar errado – pois havia duas estações com primeiro nome igual.

3 – Não tem visor indicando as estações dentro do metrô em todos os vagões. Por isso, às vezes eu não conseguia saber a estação em que estava. E pior, quando o metrô parava, nem sempre dava para enxergar o nome da estação. Então, quando não tinha visor, era preciso contar estações. Eu preciso descer na terceira estação – e ir contando. Isso é bem chato – mas foi útil em algumas vezes. Um simples adesivo na parede, de fora a fora, como em St Petersburg, resolveria esse problema.

4 – Em Moscou é diferente a forma de você encontrar a direção que deve seguir, as linhas não são designadas pela estação final e sim por uma placa na qual estão todas as próximas estações que a linha passará.

5- No metrô de Moscou tem free-wifi, você faz um registro, recebe um código por SMS e habilita o serviço. Infelizmente, eu não consegui habilitar.

6 – Horario de funcionamento: das 6 da manhã até 1 da madrugada.

7 – Valor da passagem: 50 rublos – aproximadamente R$2,50. Você compra na bilheteria e escolhe quantos “passes” você quer – é só escrever num papel a quantidade desejada – a atendente não entenderá inglês. Quanto mais comprar, mais barato fica. Li em alguns sites que é mais barato que isso – mas não foi o que paguei quando estive lá em abril de 2016. Mesmo que troque de linhas, não será necessário pagar novamente. Várias pessoas podem usar o mesmo cartão, é só uma pessoa passar, alcançar o cartão para a outra e assim por diante. Para cada pessoa, será descontado um “passe”. No visor aparece quantos “passes” ainda restam.

8 – A maioria das estações são lindas – lembram palácios.

Algumas que chamam a atenção pela beleza e imponência:

Komsomolskaya -Комсомольская

Elektrozavodskaya – елеkтрозаводска

Novoslobodskaya – Новослободская

Estação de metrô em Moscou - fabulosas!

Estação de metrô em Moscou – fabulosas!

Vejam o quão profundas são algumas estações

Vejam o quão profundas são algumas estações

9 – No metro é muito importante você saber algumas palavras:

Вход – entrada – eu lia bxoa, com b mudo

Выход – saída – eu lia bixoa

Het Вход – entrada proibida, eu lia, ret bxoa.

Kacca – caixa para venda de bilhetes

Caso queira pedir dois bilhetes, você pode dizer: “dva bileta” e conseguirá o que quer 😉

10 – Há uma linha circular incrível (linha 5, marrom). Com ela você chegará a qualquer destino com no máximo duas trocas de linha – achei a ideia um espetáculo. Use e abuse dela.

11 – Saia do Brasil com o endereço e nome da estação que deve parar para ir nas atrações e restaurantes que pretende ir, isso facilitará muito a sua vida. Tentarei ajudar nisso um pouco mais abaixo.

  • Táxi em Moscou e em St Petersburg:

Eles não entendem inglês, isso é um fato. Não pegue táxi sem o carro estar identificado como tal – eles vão te cobrar o que quiser e acredite, sempre será mais. Se for identificado, você já saberá quanto pagará na partida – comunique-se como puder. Nas vezes que precisei pegar táxi, pedi para ele colocar na minha calculadora do celular quanto seria. Não achei caro, mas evitei ao máximo porque tudo é longe e a maioria das pessoas dizem que Moscou tem um trânsito terrível. Em St Peter, quase fui enganada por um táxi que não era táxi oficial – mas antes de embarcar lembrei dessa dica que li num blog e dispensei o cara. Final da história? Ele queria 1200 rublos por uma corrida que o táxi verdadeiro me cobrou 400 rublos.

  • Mapas na Rússia

Mapa impresso bilíngue é fácil de conseguir em todos os hotéis, mas ajuda muito ter no celular também. Se tiver internet, fácil: google maps. Se não tiver, baixe mapas off-line. Eu o usei o Tripadvisor e me salvou muitas vezes – mas tem que lembrar de baixar as cidades que serão visitadas previamente, quando tiver conexão. O bom é que o GPS funciona sem internet e assim você consegue um bom auxilio.

  • Como ir e vir dos Aeroportos na Rússia:

Em St Petersburg preferi pegar táxi, pois fui de trem e era próximo ao hotel que fiquei. Foi onde “quase” peguei um táxi “falso” – mas desisti a tempo.

Em Moscou você deve pegar o trem Aeroexpress – compre antes, pela internet e imprima. Site Aeroexpress . Sugiro comprar antes para facilitar, pois você chegará num país estranho, com língua estranha. Acredite em mim, facilitará sua vida.

Os bilhetes valem para uma jornada e podem ser usados para ir para o centro de Moscou, e vice versa, a partir de qualquer um dos três aeroportos de Moscou, valem somente para a data que você comprou. Cada bilhete custa 420 rublos e partem a cada 30 minutos, das 6 da manhã até meia noite e meia. O percurso leva em torno de 45 minutos.

O trem que parte de Domededovo vai até a estação Paveletskaya / Павелецкая . Nessa estação, há o metrô comum que pode te levar para toda a cidade.

3 – Quando ir

A Rússia é conhecida por ser um país muito frio. Evite as épocas com temperaturas abaixo de zero, pois ficará muito desconfortável caminhar pelas ruas e aproveitar a viagem. Até zero grau, com um bom casaco convencional, luva, gorro, bota e cachecol, será possível ficar bem agasalhado. Abaixo de zero, na minha opinião, serão necessárias roupas e sapatos especiais e, mesmo assim, será uma viagem “sofrida”. Aconselho viajar entre abril e outubro, no máximo.

O que usar no frio

Se for pegar temperaturas mais baixas, aqueles casacos bem leves, feitos com pena (os meus são da Uniqlo – que tem loja em Moscou) são bem interessantes. Apesar de não serem os mais lindos do mundo, são bem leves e esquentam bastante, além de serem praticamente impermeáveis. O fato de ser leve, os torna muito confortáveis – passar um dia inteiro caminhando com casacos de lã é um peso nas costas, literalmente! Embaixo dos casacos, use uma blusa fina e justa (se tiver uma térmica, melhor), e uma boa blusa de lã. Além disso, é essencial um cachecol bem quentinho, luvas grossas e algo para a cabeça – se tiver um que cubra as orelhas, melhor ainda. Calca jeans ou legging e se for mais friorento, calça térmica ou meia calça por baixo. Caso seu casaco seja longo e for usar botas, só a calça já resolve, viu? Pois pouca área da perna ficará exposta.

4 – Alimentação

Há várias redes de restaurantes espalhados pela Rússia. Encontra-se facilmente Mc Donalds, Burguer King, Starbucks, Le Pain Quotidien, KFC, Subway… O Tripadvisor também ajuda bastante nessa hora, auxiliando na busca por restaurantes próximos de onde você estiver e que sirva o tipo de culinária que possa querer.

Não fiz um roteiro voltado a gastronomia, mas posso indicar o restaurante Jamie’s Italian (para os dias que não quiser comidas típicas), que é muito gostoso e fica bem próximo da praça vermelha (em frente ao portão principal de acesso, dentro de um Shopping) e também o imperdível Café Pushkin (26a Tverskoi Bulvar, estação Pushkinskaya) restaurante lindíssimo e que é um “must to see” da cidade. Os preços são um pouco acima da média, a comida (em minha opinião) é apenas OK, mas o atendimento é maravilhoso. A beleza do restaurante encanta – são dois andares, um simulando uma farmácia e outro uma biblioteca (esse o andar mais lindo, sem dúvidas). Na noite que fui, havia uma moça tocando harpa, foi muito bonito e especial. Faça sua reserva pela internet e peça o andar da biblioteca.

Farmácia - Café Pushkin

Farmácia – Café Pushkin

Biblioteca - Café Pushkin

Biblioteca – Café Pushkin

Pela cidade você também pode encontrar as redes de restaurantes russos. Uma delas é a Kartochka – com batatas recheadas, tipo as que encontramos no Brasil. Tem uma rede de cafés que gostei e encontrei em vários locais, Coffe House (Кофе Хауз) e ainda, uma russa me indicou o Stardog, mencionando que tudo lá é sempre muito fresco; há diversos espalhados pela cidade (na foto você pode ver como se escreve em russo).

Cachorro quente russo

Cachorro quente russo

Há várias comidas típicas da Rússia. O famoso Strogonoff (provei no café Pushkin), sopa de beterraba (Borsch Soup – Борщ), blinis (tipo um crepe, recheado com os mais variados tipos de coisas, comum encontrar com caviar vermelho (de salmão), pelmeni (Пельмени – tipo um capeleti), pirozhki/pirogue (Пирожки – pastéis que podem ter recheio de batatas, carne, repolho, ou queijo).

5 – O que conhecer?

Gente, isso é muito pessoal. Vou colocar o básico das duas cidades e também o que me agradou mais. Obviamente, há muito mais a conhecer na Rússia – e tudo vai depender dos seus interesses e quantidade de dias que passará em cada cidade.

Em Moscou:

  • Bolshoi

Estação Metrô: Teatralnaya / Театра́льная

Dispensa comentários, certo? Nele você poderá assistir a espetáculos de balé ou a ópera. No início de cada mês, abre a compra para determinadas datas – geralmente com no máximo 2 meses de antecedência – mas você pode fazer um cadastro do seu endereço eletrônico e o site te envia um e-mail avisando quando a compra para o mês de interesse estiver aberto – funciona bem direitinho, pois fiz assim. Os melhores espetáculos e os assentos mais em conta esgotam rapidinho, portanto, fique atento e corra para o site quando receber o e-mail. Compre aqui, (site Bolshoi).

Eu optei por ver ópera, era um sonho antigo. O valor para um dos assentos mais em conta, no New Stage, saiu quase 200 dólares. Por sorte, um mês antes recebi um e-mail de que tinha ganhado um upgrade e passei para a primeira fileira, acreditam? E foi maravilhoso!!! Orquestra e atores/cantores bem ali, na minha frente – muita emoção!

Teatro Bolshoi

Teatro Bolshoi

  • Red Square

Estação Metrô: Ploshchad Revolyutsii / Пло́щадь Револю́ции

Uma das mais famosas praças do mundo, ela é incrível!

Mas cuidado, às vezes ela fecha! Pesquise bastante antes de ir para não se frustrar. Quando fui, fim de abril, ela esteve fechada vários momentos para “treinamento” para a parada do dia 9 de maio (Victory Day) . E sei que há outras datas que ocorre o mesmo. Já pensou ir para Rússia e não conseguir ir na praça vermelha?

Praça Fechada - desespero!

Praça Fechada – Desespero!

Esse é o portão de acesso principal da praça, em frente a ele está o marco zero da cidade.

Entrada principal da Praça Vermelha

Entrada principal da Praça Vermelha

O que ver na Red Square/Praça Vermelha:

  • Basílica de São Basílio
  • Museu Histórico
  • Kremlin – no qual você pode entrar para conhecer
  • Mausoléu de Lênin – você pode ver o corpo do Lênin preservado, morto há quase 100 anos. Horário de Funcionamento: 10h às 13h, exceto segundas e sextas. Entrada Gratuita. Fica na praça vermelha, em frente aos muros do Kremlin.
  • Catedral Kazan
  • Shopping GUM – visite o Supermercado que tem no térreo, é muito bonito, organizado e dá vontade de comprar tudo. Além dele, as lojas mais famosas de luxo tem suas lojas nesse shopping.
Basílica de São Basílio

Basílica de São Basílio

basilica sao basilico moscow

Fundos da Basílica – Rende belas fotos!

red square russia 2

Praça Vermelha - Moscou

Praça Vermelha – Moscou

Kremlin de Moscou

Kremlin de Moscou

Museu Histórico de Moscou

Museu Histórico de Moscou

Shopping GUM

Shopping GUM

Shopping GUM

Shopping GUM

Mercado dentro do Shopping GUM

Mercado dentro do Shopping GUM

Mercado dentro do Shopping GUM

Mercado dentro do Shopping GUM

  • Catedral de Cristo, o Salvador

Da Praça Vermelha pode-se  seguir a pé. A Rua Arbat fica no caminho e pode também ser incluída no roteiro. A vista da igreja a partir da ponte que fica próxima a ela é muito linda.

Igreja de Cristo, o Salvador

Igreja de Cristo, o Salvador

  • Rua Arbat

Estação Metrô: Arbatskaya / Арба́тская

Existe a nova e a antiga Arbat. A que vale a visita é a antiga, que hoje é um calçadão cheio de cafés, restaurantes e lojas. Para quem curte hamburguer, no meio dela tem um Shake Shack – famosa rede americana. Foi nessa rua que comprei caviar com melhores preços (curiosidade: caviar bom, mesmo na Rússia, não é tão barato assim) – inclusive, a barraca que vende me deixou degustar os diversos tipos de caviar que tinham a venda.

Arbat

Arbat

carne de urso russia

  • Luzhkov Bridge:

Depois da Igreja de Cristo, o Salvador, você pode seguir para essa ponte. Infelizmente é difícil descrever como seguir até ela, um mapa no celular poderá ajudar – não há sinalização. Essa é a ponte com as Love Trees, árvores de metal nas quais os namorados e recém-casados colocam cadeados personalizados representando sua felicidade, um costume dos moradores de Moscou.

love tree bridge moscou

Love Trees

love tree moscou

  • Passeio de Barco

Estação Metrô: Kiyevskaya / Ки́евская

Eu curti muito esse passeio. O escolhido foi o operado pelo hotel Radisson Royal. Comprei antecipadamente para facilitar, mas acredito que não tenha problema de ser comprado no dia, pois são vários barcos bem espaçosos. Você vai confortavelmente sentado nas mesas do restaurante que tem em todos os barcos. Nele pedi alguns petiscos e espumante – preços justos – valeu muito a pena. O percurso dura aproximadamente 2 horas  e meia. Pode partir do hotel Radisson (antigo Hotel Ukraine) ou do Gorky Park. Pelo que entendi no site, o percurso é o mesmo – escolhi partir do Hotel Radisson porque queria conhecer o edifício, que é um dos Sete Arranha-Céus de Stalin – e vou dizer que valeu a pena, é maravilhoso. Até indicaria para se hospedar, mas a estação de metrô mais próxima dele é um pouco longe – uns 15 minutos de caminhada. O passeio custa aproximadamente R$40,00.

Hotel Radisson Royal, antigo HOtel Ukraine radisson flotilla moscou barco passeio

  • Ismaylovo

Estação Metrô: Partizanskaya/  Партизанская

No site, diz que abre diariamente, das 10h às 20h, mas li em algum blog que é melhor ir aos domingos – dia que fui visitar. Esse é o melhor lugar para comprar souvenirs, pois há uma feira imensa – e o que mais tem são matrioskas, não pague por uma de aproximadamente 10-15cm mais que 400 rublos, certo?

ismailovo moscow russia

Kremlin de Ismailovo

ismaylovo kremlin moscou

Entrada

kremlin ismailovo

Tudo muito colorido e fofo 🙂

matrioskas ismaylovo moscou

Matrioskas

  • Mirante da Universidade Estatal de Moscou

Estação Metrô: Vorobyovy Gory / Воробьёвы го́ры

Na saída da estação de metrô você encontrará um bosque – vire a direita e siga a trilha. Essa parte é melhor sinalizada e em algum momento você verá a universidade, que é mais um arranha-céu de Stalin. De lá você terá uma bela vista da cidade – dá para ver todos arranha-céus lá de cima ;). Vale conhecer!

mirante universidade moscou

  • Convento de Novodevichy

Estação Metrô: Sportivnaya / Спорти́вная

Patrimônio da Humanidade pela Unesco, é um lugar muito bonito e carregado de história. Indo até lá você pode conhecer o convento, o cemitério que tem ao lado e também o parque com um lindo lago em frente dele. As 17h na igreja dentro do convento é possível assistir as missas – importante levar lenço para cobrir os cabelos.

No parque que tem ao lado do convento, tem uma escultura muito lindinha de uma família de patos, local ideal para um piquenique.

convento russia moscou

Ao fundo, o convento

familia de patinhos moscou lago

convento moscou

Em São Petersburgo

Um fato bom de St Petersburg é que a cidade tem a maioria das atrações concentradas, dá para fazer tudo tranquilamente a pé. E caso precise de metrô, ele funciona super bem e de maneira simples (expliquei o funcionamento nesse post, acima). A cidade é bem europeia, mais pessoas falam inglês e também achei ela melhor sinalizada. Eu fiquei apenas dois dias e abaixo listo o que visitei.

  • Museu Hermitage

Fica num dos extremos da rua Nevsky Prospekt. Quando for conhecê-lo, já pode incluir no roteiro a Igreja de St Isaac e visita a ilha Vasilyevskogo, pois fica tudo bem próximo. O museu é imenso e aconselho comprar o ingresso antecipadamente, sempre tem muita fila. Compre clicando aqui.

Museu Hermitage

Museu Hermitage. O lado direito (amarelo) é onde fica a ala com obras de Impressionismo

O funcionamento é das 10h às 18h e nas quartas o horário é estendido até às 21h. Como o museu é imenso, é bom pesquisar e verificar o que gosta e deseja conhecer. Algumas coisas são tidas como obrigatórias:

Fachada do Palácio de Inverno (parte central dele)
Palácio de Inverno do Hermitage

Palácio de Inverno do Hermitage

A escadaria principal do Palácio de Inverno
Escadaria do Palácio de Inverno - Hermitage

Escadaria do Palácio de Inverno – Impossível mostrar na foto sua magnitude

Os salões de baile
Salões de Baile do Hermitage - deslumbrantes!

Salões de Baile do Hermitage – Deslumbrantes!

O trono do Czar
Trono do Czar - Hermitage

Trono do Czar – Hermitage

O Peacock Clock
Veja um vídeo dele funcionando no youtube - hoje ele é ativado pouquíssimas vezes

Veja um vídeo dele funcionando no Youtube – hoje ele é ativado pouquíssimas vezes, de uma beleza extrema!

Museu Hermitage

Museu Hermitage

Ala de Impressionismo

Como eu curto Impressionismo, considerei como obrigatório também. Fica no prédio amarelo, na mesma praça da entrada principal do Hermitage, você entra com o mesmo ticket e poderá apreciar obras de Monet, Van Gogh, Picasso, etc.

  • Igreja de St Isaac

st isaac igreja

St Isaac

  • Ilha de Vasilyevskogo

Vale a pena, você terá uma bela vista da cidade e do Museu Hermitage. Basta atravessar a ponte próxima ao museu.

Vasilyevskogo

Uma das vista à partir da ilha de Vasilyevskogo, em St Peter

  • Percorrer a rua Nevsky Prospekt

Essa é a rua principal de St Petersburg, cheia de lojas, cafés e restaurantes. Siga por ela e aprecie sua arquitetura. Logo depois do primeiro canal você verá o Palácio Stroganov (diz a lenda que ali foi criado o nosso prato queridinho, Strogonoff), seguindo você verá a Catedral de Kazan, que lembra muito a Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Canais de St Petersburg

Canais de St Petersburg

Quando chegar ao segundo canal da rua, é hora de entrar (para quem vem do Hermitage, à esquerda) e se deparar com a maravilhosa Catedral do Sangue Derramado (ou Igreja da Ressurreição). Para mim, a mais bela igreja que conheci na Rússia.

Igreja do Sangue Derramado

Igreja do Sangue Derramado

  • Peterhof

É um palácio com jardins e uma fonte muito linda, carregada de muitaaaa história! Próximo uns 40 minutos de St Petersburg. Os russos falam Petergof, caso precise pedir informações. Vale muito a pena conhecer! Nas épocas mais quentes do ano (a partir de 1 de maio) você poderá ir de hidrofólio (barco) e durante o ano inteiro de metro + ônibus. A fonte principal funciona das 10h às 18h nos dias de semana e até as 19h nos sábados e domingos.

Entrada de Peterhof

Entrada de Peterhof

Peterhof de Hidrofólio:

O barco parte em frente ao Museu Hermitage a cada meia hora, entre 10h e 18h. E o último barco para retorno é às 20h. Compre seu ingresso antecipadamente clicando aqui.

Peterhof de metrô + ônibus:

Pegue o metrô até a linha Avtovo (А́втово) e saia da estação. Atravesse a rua para pegar o ônibus ou van para o Peterhof (200, 210, 224, 424 e 300) – eles tem escrito Peterhof no alfabeto deles: Петергoф. Provavelmente você saberá a hora de descer, mas em caso de dúvida, pergunte ao motorista, Petergof???  Na hora de voltar, será preciso atravessar a rua para pegar o destino contrário, dessa vez, procurando por Aвтово, estação de metrô no qual iniciou a jornada. Todo o trajeto leva aproximadamente 1 hora.

peterhof russia

jardins de peterhof

fonte de peterhof

fontes do palacio e jardins de peterhof

6 – Onde se hospedar?

Em Moscou:

Eu me hospedei num hotel da rede Ibis/Mercure. Era distante 10 minutos de uma estação de metrô, mas de mala é um pouco complicado; longe se considerar que tem que carregá-las, muito próximo se considerar pegar um táxi. Foi bom por ser econômico e seguir um padrão conhecido, mas hoje escolheria um hotel próximo à Praça Vermelha – quase tudo que conheci era próximo à ela – o que geraria mais conforto e agilidade. Se o orçamento não estiver apertado, escolha o Four Seasons, fica em frente à entrada da Red Square, quase do lado do Teatro Bolshoi e bem pertinho da rua Arbat. Além disso, há shoppings centers próximo e muitos restaurantes e cafés.

Em St Petersburg:

Como mencionei acima, os principais pontos turísticos giram em torno da rua Nevsky Prospekt, portanto, é muito útil se hospedar próximo a ela. Minha escolha não poderia ter sido melhor, fiquei em frente a igreja de St Isaac, colado no Museu Hermitage e rua Nevsky Prospekt. Fiz tudo a pé 😉 O hotel é o Four Seasons Lion Palace – atendimento impecável e o quarto no terraço, uma beleza. Foram muito gentis e me concederam early check-in e late check-out sem custos adicionais. Café da manhã delicioso e muito completo – recomendo.

Four Seasons Lion Palace

Four Seasons Lion Palace

7 – Como ir de Moscou a St Petersburg?

Você pode ir de avião (na minha opinião, perderia muito tempo entre se locomover até aeroporto, tempo de check-in, etc) ou de trem. Optando por trem, vc ainda pode escolher pelo trem rápido (4 horas) ou o trem convencional (8 horas de viagem). Caso opte pelo convencional, pode viajar à noite e reservar cabines nas quais pode dormir – foi o que escolhi e foi uma experiência interessante. Para comprar os tickets, clique aqui.

Trem de Moscou para St PEtersburg

Trem de Moscou para St Petersburg

O texto foi longo, eu sei! Também me concentrei mais em mostrar como fazer as coisas do que explicar o que significam e sua história – isso renderia mais alguns posts sobre a Rússia – mas acredito que será de grande valia para quem resolver conhecer esse belo e curioso país. Ah!! Eu não esqueci das Vodkas Russas não!!! Compre-as em mercados locais, custam bem mais barato 🙂

vodkas russas

Ah… aqui uma foto minha com a amiga Karen, que dividiu mais essa aventura comigo. Até a próxima 😉

boshoi opera

É isso! Um beijo!

Vanessa Wieser

(homenagem ao maridão)

 

 

 

 

 

 

 




quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Riviera Francesa | Nice e Mônaco para todos

Por Vanessa Thiesen

Engana-se quem pensa que o sul da França (ou Riviera Francesa) é só para milionários. Nice, Mônaco, Saint Tropez e Cannes tem diversão e beleza para todos!

Estive na Riviera Francesa duas vezes e posso dizer que vale à pena. São cidades ideais para passear pelas ruas, fazer comprinhas (Nice tem épocas do ano com excelentes promoções), comer bem…e, claro, ir para praia. Mesmo com tanto luxo, dá para se sentir em casa.

Nice – Riviera Francesa

Que tal caminhar pela cidade e se deparar com lojas inteirinhas assim?

Praça central de Nice

Cannes e Nice se destacam por terem uma longa avenida na beira mar, Mônaco por estar encravada numa montanha e ser um principado – um dos menores países do mundo. Todas chamam a atenção pelo luxo, pessoas bonitas e quantidade muito além da média de barcos e iates. Mônaco também tem todo seu apelo devido aos seus príncipes e princesas – é numa igreja de lá que Grace Kelly casou e está sepultada.

Em Cannes não pode faltar a foto no tapete vermelho

Mônaco e seus pequenos iates

Como chegar:

Nice tem o segundo maior aeroporto da França, então fica fácil chegar lá. Mas na Europa ainda se tem a opção de trem, ônibus, etc. E se estiver no norte da Itália, pode ir de carro costeando o mar: a estrada é super boa, cheia de túneis enormes e com uma vista do mar mediterrâneo de tirar o fôlego.

Onde ficar:

Eu sou adepta de hotéis de rede com bom custo/benefício. Geralmente eles mantêm o padrão de limpeza e qualidade dos quartos, e isso me dá uma certa tranquilidade na hora da escolha.  Como Nice tem o aeroporto e fica próxima das principais cidades da Riviera Francesa, penso que é a cidade ideal para fixar pouso.

Fiquei no Ibis que se localiza perto do Aeroporto, na avenida beira mar de lá, que é chamada Promenade des Anglais. Fácil acesso, free wi-fi e bom café da manhã para os padrões europeus.

Transporte:

Acho super importante ter um carro nessa região. Mesmo porque quem está lá, não ficará somente numa cidade, vai querer conhecer a região. Além disso, as cidades são bem próximas – de Nice para Mônaco são apenas 20Km. E da Cote D’azur ainda dá para dar uma esticadinha até a região de Provence… Vai dizer que não é uma boa opção de roteiro? Unir Riviera Francesa e os campos de lavanda da Provence? Que vontade!!!!

Posso ir de novo?

O mar de Nice

Tranquilidade e mar azul

Nice é linda!

Quando se vai de Nice à Mônaco, não se pode ter pressa – o visual é muito lindo. Sem querer, você se depara com a vista da pequena cidade de VilleFranche Sur Mer – onde fica a casa mais cara do mundo (tudo lá é assim, superlativo) – a Villa Leopolda, que já pertenceu (ainda pertence?) a brasileiros e dizem ser  avaliada em 500 milhões de euros!!!!

Villefranche Sur Mer

Entre Nice e Mônaco

Chegando em Mônaco

Mônaco, além de ser uma linda cidade, é muito famosa por ter em suas ruas um dos circuitos de fórmula 1 mais esperados do ano. Ele acontece no centro da cidade mesmo, com muitas curvas fechadas, ruas estreitas…até túnel o circuito tem! Em época de Fórmula 1 a cidade lota de turistas e atrai os olhares de todos.

A curva mais famosa do circuito de Fórmula 1 de Mônaco

Que tal?

Além de Fórmula 1, Mônaco também tem um dos mais famosos cassinos do mundo: o luxuoso Cassino de Monte Carlo. Agora me digam: carrões, mar azul, barcos, cassino – tem como seu marido/namorado não amar?

Cassino de Monte Carlo

Jardins em frente ao Cassino

Agora devo dizer tchau! Volto em breve com novidades “azul turquesa transparente”.




terça-feira, 7 de agosto de 2012

Costa Amalfitana = Amalfi, Positano, Ravelo, Praiano…

Por Vanessa Thiesen

Bem,  a Costa Amalfitana pode não ser considerada usualmente como um destino obrigatório para quem vai à Itália, mas vou te contar que se perguntarem para mim, vou dizer que é…

A descoberta deste paraíso foi ao acaso, quando eu, que adoro destinos com vistas deslumbrantes (Cinque Terre, Santorini), vi o filme “Sob o sol de Toscana”. Me apaixonei e corri logo para procurar no Google que maravilha de lugar era aquele.

O tempo passou e o lugar não saía de minha cabeça. Mas o dia de conhecer esse paraíso na terra chegou.

Quer conhecer um pouquinho de lá?

Costa Amalfitana:

Fica na parte sul do litoral italiano, banhado pelo Mar Mediterrâneo, considerado Patrimônio Mundial da Humanidade e que inclui as cidades  Vietri sul Mare, Cetara, Tramonti, Maiori, Minori, Ravello, Scala, Atrani, Amalfi, Conca dei Marini, Furore, Praiano e Positano. E, de quebra, ainda fica muito próxima da Ilha de Capri (post aqui).

O mar tem uma cor incrível e o clima é muito romântico, acho que é um bom destino para casais em lua de mel. É o tipo de viagem para descansar, curtir o mar e o visual – bem diferente daquelas viagens de ritmo frenético, nas quais você tem mil pontos turísticos para conhecer e tirar foto. Então, espere isso da Costa Amalfitana, ok? Deleite total!

Puro deleite!!

Como cheguei:

Fica bem próximo da cidade de Nápoles, por isso não é difícil chegar lá. Partindo de Roma, há as mais veriadas maneiras: ônibus, trem, avião, carro.

Como já estava viajando pela Itália com carro alugado, foi a maneira que escolhi para ir até a Costa também. Mas me arrependi e conto o porquê do drama:

Chegar até Nápoles é fácil (GPS no comando),  o problema é quando você se depara com a Costa Amalfitana em si, com todas suas vias íngremes e tortuosas. A vista é fantástica já de início, mas as curvas…óh céus!!! Curvas que formam um cotovelo, estradas estreitas que não passam dois carros ao mesmo tempo, motoristas endoidecidos, italianos gritando, namorado do lado falando o que fazer, amigas atrás tentando dar apoio moral…enfim, caos total! Já haviam me dito que o trânsito dessa região é assim mesmo… Constatado: é a mais pura verdade. Confesso que raspei o carro numa dessas curvas cercadas por precipícios rsrs

Outra informação: após chegar no hotel, o carro não foi mais usado. O centro de Amalfi era bem próximo e nos outros passeios íamos de ônibus mesmo. Acho que foi a escolha mais sensata rsrs.

Vulcão Vesúvio ao fundo

Placas - Costa Amalfitana

Mar - Costa Amalfitana

O trânsito é caótico, mas a vista compensa

Onde fiquei:

Uma coisa que me preocupava um pouco de ir à Costa Amalfitana na alta temporada (julho) era a hospedagem. Medo de ser muito caro, de ser não tão caro mas ruim….Por isso, pesquisei muito e consegui achar exatamente o que eu queria: algo com preço aceitável e que tivesse uma bela vista da região. E não é que me surpreendi? O local escolhido não poderia ter sido melhor: atendimento nota 10, café da manhã delicioso, fácil acesso, próximo ao centro de Amalfi e com um clima super familiar. O hotel escolhido foi o Bellevue Suite, com tarifas que variam de 50 a 180 euros para o casal, de acordo com a data e quarto escolhido.

Hotel Bellevue - Costa Amalfitana

Amalfi Coast Hotel Bellevue

Escolhi um com a mais bela vista – não pude deixar de me dar esse luxo 😉

Hotel Bellevue - Costa Amalfitana

Nosso quarto – super simpático

Hotel Bellevue - Costa Amalfitana

 O que fiz:

Foram 3 dias nesse encanto de lugar,  pouco para quem quer realmente descansar e conhecer bem toda a região. Por isso, foi preciso determinar o que era prioridade – não teria como conhecer bem tudo que gostaria. Assim, o roteiro foi:

Primeiro Dia: Amalfi

Segundo Dia: Capri (post aqui)

Terceiro Dia: Positano

Placas - Costa Amalfitana

As cidades da Costa Amalfitana são bem próximas uma das outras

Amalfi:

Amalfi

Amalfi - Costa Amalfitana

No fundo está o centro de Amalfi

Duomo Amalfi - Costa Amalfitana

Duomo de Amalfi

Positano

Sem dúvidas, a cidade mais glamurosa de toda Costa Amalfitana. Não me arrisco a dizer que é a mais bonita, porque não pude conhecer todas as outras… Mas fica a dica, não deixe de ir à Positano se estiver por lá. O lugar é encantador, lindo lindo lindo! E foi nela que cenas do filme Sob o sol de Toscana foram gravadas. Pena que as fotos não demonstram toda a beleza do local…

Positano - Costa Amalfitana

Refresco nas águas de Positano

Cena do Filme Sob o Sol de Toscana – Fonte: Google Images

Positano - Costa Amalfitana

Encostas de Positano

Quando se vai à Capri de barco, pode-se ver lindas paisagens de Positano:

Positano - Costa Amalfitana

Positano vista do mar…

Positano - Costa Amalfitana

Lugar pouco bonito esse, não?!

Costa Amalfitana

Positano, Amalfi- Costa Amalfitana

Entre Positano e Amalfi

Agora, momento tiete: Anne Hathaway estava no mesmo restaurante..adivinha se não tirei fotos?

Anne Hathaway - Positano

Anne Hathaway em Positano

Anne Hathaway - Positano

Anne e eu

Um outro detalhe que não posso deixar de mencionar foi um jantar especial que eu e meu noivo fizemos em Amalfi. O restaurante fica no meio do caminho entre nosso hotel e o centro de Amalfi. Adoramos! O atendimento pelo proprietário Nicola foi super carinhoso, o vinho excelente e a vista, surreal! Chama-se La Preferita (não encontrei o site), mas no Trip Advisor sim, clique aqui.

Agora respondam, a Itália não é demais?




quarta-feira, 28 de março de 2012

1, 2, 3, 4, 5 Terre – Itália | Le Cinque Terre

Por Vanessa Thiesen

São 5 as terras mais lindas e peculiares da Itália, região da Ligúria, onde fica a Riviera Italiana: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso. (sentido sul-norte).

Tão lindas e encantadores que me atraíram para lá duas vezes (por enquanto). Fui em 2008 e retornei em 2011. Pergunta se eu voltaria? Sempre! Neste post vou tentar fazer um resumo do que é a Cinque Terre (em português Cinco Terras) e, caso queiram alguma dica extra, é so falar na caixa de comentários, ok?

As cinco terras de Cinque Terre

As Cinco Terras localizam-se a 130 km de Gênova, que é a capital da Ligúria, e ficam praticamente “penduradas sobre o mar mediterâneo”. Maravilha considerada pela UNESCO Patrimônio  da Humanidade – não é para menos – o lugar realmente é muito lindo e bastante requisitado por turistas do mundo todo!

riomaggiori - uma das cinque terre

Riomaggiori

Uma boa maneira de conhecer Cinque Terre é ficar hospedado na cidade vizinha La Spezia (que foi onde fiquei hospedada). O acesso até essa cidade é facil e há varias opções de hospedagem. Além disso, a partir dela, é tranquilo de chegar às cinco terras: de trem ou de barco. Outra opção interessante é se hospedar em Portovenere.

mapa das cinque terre

Cinque Terre e sua proximidade com La Spezia

Quando estive lá fiquei em La Spezia, fui de barco às terras (para ter a visão imperdível das terras pelo mar) e voltei de trem. Também há a possibilidade de fazer os trajetos a pé pelas trilhas conhecidas como Sentiero Azzurro: mas para isso é preciso disposição e tempo pois a trilha é bastante acidentada e tem aproximadamente 11Km. Há partes mais sossegadas, como a Via del Amore (essa eu fiz questão de fazer a pé) e outras mais puxadas e cansativas (como a que leva à Corniglia e que finda com uma subida de 368 degraus).

ir de barco a cinque terre de barco

Os barcos que nos levam às terras

Em La Spezia me hospedei no hotel que faz parte de uma rede conhecida na Europa, a NH. Fica em frente ao mar, é confortável e tem um bom café da manhã. A diária para o casal custa em torno de 125 euros, com café incluso. O link do hotel: NH La Spezia.

hotel nh em la spezia cinque terre

Vista do NH Hotel – da beira-mar partem os barcos para Cinque Terre

hotel nh la spezia 5 terre

Tive a sorte de poder ver essa linda lua cheia da janela do meu quarto

barcos cinque terre vilarejo

Partindo de barco, logo se pode ver as lindas paisagens:

cinque terre forte no mar

cinque terre mar azul itália

Sempre assim: um colorido lindo e muita uva cultivada nesse acidentado relevo

Corniglia - fica lá em cima, para chegar lá, só subindo os quase 400 degraus

Corniglia – fica lá em cima, para chegar lá, só subindo os quase 400 degraus

Não é demais? Corniglia

Não é demais? Corniglia

E esse Mediterrãneo? Monterosso Al Mare

E esse Mar Mediterrãneo? Monterosso Al Mare

Monterosso

Monterosso

Monterosso

Monterosso

Monterosso

Monterosso

MAnarola

Manarola

Manarola

Para mim, a mais linda foto!  Manarola

Para mim, a mais linda foto! Manarola

Outro destaque sobre Cinque Terre é a sua culinária e seu vinho, o Sciacchetrà – que é um vinho doce muito gostoso produzido com uvas Bosco, Albarola e Vermentino. Vale lembrar que as uvas de lá são para lá de especiais, cultivadas íngremes e acidentadas encostas – pense no trabalho do agricultores de lá?!

vinho Sciacchetrà

Vinho Sciacchetrà

A comida não fica para trás, não – foi lá que comi a melhor Bruschetta de minha vida, com tomate, atum e bastante azeite 🙂

Brusquetta cinque terre

Entrada: frutos do mar

Entrada: frutos do mar

Prato principal: mais fruto do mar. Tinha como ser diferente?

Prato principal: mais fruto do mar. Tinha como ser diferente?

Vernazza

Vernazza

Os vilarejos e suas ruelas são um capítulo a parte: graciosos e ótimos para passear, parar nas lojinhas, comprar lembranças e artigos típicos da região.

cinque terre souvenirs

E, não podia deixar de mostrar, a já citada Via Dell’Amore – que nos leva de Manarola à Riomaggiore e que fiz questão de fazer a pé e de levar meus cadeados (é um ritual bastante comum dos turistas levar 2 cadeados que simbolizariam a uniao de duas pessoas apaixonadas e prendê-los nas grades da Via Del’ Amore – foi o que fiz!)

Uma pequena parte da Via Dell'Amore vista do mar

Uma pequena parte da Via Dell’Amore vista do mar

Sempre juntos -  aqui e lá :)

Sempre juntos – aqui e lá 🙂

Pode ser mais romântico?

Pode ser mais romântico?

P.S.: desculpem de antemão caso eu tenha errado o nome de alguma terra, quando vamos organizar as fotos, nossa cabeça vira uma confusão e já não sabemos mais exatamente que terra é qual terra.

E aí, gostaram?




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Capri :: Um CAPRIcho dos Deuses!

Por Vanessa Thiesen

Antes de qualquer coisa, devo avisar: esse post será sem muitas palavras, na esperança de que as imagens deixem o recado 🙂
Mesmo porque, passei em Capri apenas um dia: suficiente para eu me apaixonar, insuficiente para eu aproveitar tudo que a ilha tem a oferecer.

Ilha Capri Italia Ferryboat

Primeira vista da ilha, dentro do Ferryboat

Quando tentei comparar Capri a outros lugares, me veio à cabeça Badalação e Beleza. Caso você procure isso no sul do Brasil, terá em Jurerê Internacional – ou na Caixa D’Aço (rsrs). No Uruguay? Punta del Este. Na Itália? Ah… Capri é uma ótima idéia!

Tudo lá é lindo: cenário mediterrâneo, estonteante e super romântico. E, para deixá-la ainda mais atraente, fica próxima da não menos encantadora Costa Amalfitana (confiram nos próximos posts) e da menos privilegiada Nápoles (que achei nada bonita, para não dizer outra coisa).

Costa Amalfitana Italia e Capri

Costa Amalfitana - para dar água na boca. Não deixem de conferir nos próximos posts 🙂

Resumindo: Capri é uma pequenina ilha – bem menor que Fernando de Noronha. Da ilha fazem parte Capri e Anacapri. Para chegar até lá você pode partir de Sorrento, Nápoles ou da Costa Amalfitana. Há embarcações diariamente e custam aproximadamente U$20,00. De Amalfi, o trajeto dura aproximadamente 1 hora – os barcos são grandes, confortáveis e climatizados. Na verdade, são ferryboats.
Quem está curtindo a Costa Amalfitana pode perfeitamente ir para Capri e passar o dia – foi o que fiz, mas confesso que fiquei com gostinho de quero mais. Passar dois dias seria a decisão mais sensata e bem mais agradável 🙂

Ilha Capri Itália Barco

Barco fazendo "espuma" na água

Bem, como o tempo era curto, a escolha foi não conhecer Capri propriamente dita e sim dar a volta em torno dela. Curtindo suas encostas e seu visual deslumbrante. Alugamos um barco com bebida gelada e guloseimas. O resto foi só curtição… (o barco alugado pode vir com ou sem marinheiro, não precisa ter carteira para comandar, apenas saber comandar rsrs)

Ilha Capri Itália Barco

Maruja Vanessa Thiesen, às suas ordens!

O passeio é encantador. A paisagem é uma das mais belas que já vi e há muitas grutas e locais para banho com a água azul, azul.

Ilha Capri Itália

Capri - Naturalmente Bonito

E não pense que Capri resume-se a Gruta Azul, que não pude entrar devido às condições climáticas. As outras são também lindíssimas. TODAS valem à pena!

Ilha Capri Itália

Que tal?

Ilha Capri Itália Gruta Branca

Gruta Branca

Ilha Capri Itália Grutas

A água não era gelada, super gostosa.

Ilha Capri Itália Gruta Verde

Gruta Verde, maravilhosa - entra num lado, sai do outro.

Gruta Verde Ilha de Capri Itália

Olha eu aí - Gruta Verde

Capri Itália Faraglionis

Faraglionis, cartão postal de Capri

Capri Itália Faraglionis

Faraglionis mais de perto, você passa com o barco embaixo do arco

É isso, não falei que seria um post mais visual que nunca?
Como diria a Carol Wieser, para comer com os olhos!

🙂

Texto e Fotos por: Vanessa Thiesen (@vanessathiesen)




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Londres: Trafalgar Sq, Buckingham, Hyde Park, Oxford Street e mais…

Por Vanessa Thiesen

Nos posts anteriores falei sobre Londres: dicas e informações básicas e também sobre algumas das atrações principais de Londres, como Big Ben, London Eye e Abadia de Westminster. Pertinho desses lugares está uma das coisas mais legais da cidade: os famosos parques e jardins. São vários e infelizmente não consegui visitar todos, mas posso garantir que são muito bonitos e com grama sempre verdinha, verdinha. Super convidativos para o bom e velho ócio que pode ser super criativo.

Parques Londres

Trafalgar Square Londres

Gostei, fica na Trafalgar Square - a mais famosa praça de Londres

 

Na Trafalgar Square foi o primeiro almoço em Londres. Foi escolhido na hora e deu super certo, uma delícia: Garfunkels. (contradizendo a má fama de se comer mal em Londres). Pedimos hamburguer, por sinal maravilhoso, os tradicionais Fish and Chips e um corte de carne. Todos pratos com nota 10!

Londres Garfunkels

Da Trafalgar Square segui à pé rumo ao Palácio da Rainha. Passei pela The Mall, aquela avenida larga que sempre aparece na TV; ela dá em frente ao Palácio de Buckingham.

Londres Palácio Buckingham

Londres Palácio Buckingham

Guardas super alinhados em frente ao Palácio de Buckingham

Londres Palacio Buckingham

O Hyde Park é lindo e grandioso! Tem ampla estrutura com restaurantes, banheiros, etc…e também é palco de muitos shows. Ao redor dele tem uma das ruas mais chiques de Londres, a Park Lane e o bairro Mayfair. Quando caminhamos por ela perguntamos a um pedestre que não era turista onde tinha uma Starbucks próxima. Eles nos olhou seriamente e disse: não há Starbucks nessa região, quase que desdenhando da rede americana e com aquele típico sotaque inglês (que por sinal, acho o máximo) 😛

Londres Hyde Park

Rumo ao Hyde Park - Londres

Londres Park Lane

Park Lane fazendo gracinhas rs

Essa caminhada foi muito legal, pude contornar todo o bairro de  , o bairro mais caro da cidade: Park Lane, Oxford Street, Regent Street e Piccadilly. E é entre essas quatro avenidas que está o bairro Mayfair. Lá pode-se encontrar os melhores restaurantes, as boutiques, hotéis famosos e as melhores marcas de carro do mundo, meu noivo quase enlouqueceu!! E nesse bairro, olha o poder, está a nossa embaixada em Londres.

Londres Mayfair

Embaixada do Brasil em Londres e a loja da Aston Martin

#Dica: Oxford Street é muito boa para compras, tem todas lojas que você possa imaginar lá, inclusive as mais acessíveis.

Outro bom passeio pra se fazer é visitar o Covent Garden, bairro com muitos pubs, mercados e lojinhas. Ótimo para se perder e passar horas passeando e curtindo. Pra quem gosta de artistas de rua, ótima pedida!

Londres Convent Garden

Londres Apple Market

Londres Cafe Chutney

Londres The White Lion

Numa das noites fui a um Pub e também conheci a St Paul’s Cathedral, onde Princesa Diana e Príncipe Charles casaram. A igreja é linda e o visual noturno é encantador.

Londres St Pauls Cathedral

Londres Pubs

Típico Pub Inglês - Cerveja para todos gostos

Pubs em Londres

Cerveja de Gengibre? Vale a pena provar e tem que ser com gelo

Tower Bridge Londres

Tower Bridge, umas das pontes mais famosas do mundo - data de 1894

Tower of London Londres

Tower of London - data de 1078

Fish and Chips de rua – os mais típicos e de onde vem a tradição, só faltou ser enrolado em jornal 🙂

Londres Fish and Chips

Dificilmente um personagem supera seu criador. Mas no caso de Sherlock Holmes isso foi muito evidente, a ponto de o próprio autor matar o personagem e depois ter de ressucitá-lo devido aos inúmeros pedidos dos fãs. Sherlock realmente é “o cara”, ele não existe e mesmo assim tem seu próprio endereço de morada e um museu em sua homenagem #falasério. Sim, ele tem endereço e lá hoje é um museu em sua homenagem. Baker Street 221b, London, UK.
E lá fui eu…

Londres Sherlock Holmes

Para os fãs de Beatles, ao lado do Museu do Sherlock, tem a Beatles Store, vale entrar na loja e se deliciar com o mundo de souvenirs que tem lá…bem bacana.

Pertinho dali, uma ótima dica de restaurante italiano: Zizzi Restaurant, 35-38 Paddington Street, London, W1U 4HQ.
Um italiano super educado e divertido fez o atendimento. E os detalhes eram um charme.
A sobremesa era diferente: panettone feitinho na hora e servido com sorvete.

Zizzi Restaurante Londres

Restaurante Zizzi Londres

Continuando com a saga, sou fã e não nego: Abbey Road. Lendário endereço de Londres onde a também lendária foto da capa do disco dos Beatles foi tirada, em frente ao estúdio.
#Dica: a entrada original do estúdio fica uns metros pra frente, onde há uma porta com o muro todinho escrito, inclusive por mim e exatamente em cima do botão do interfone (rs).

Abbey Road Londres

Londres Abbey Road

E, momento continuo sendo fã: agora no bairro Nothing Hill. Pois além do famoso Portobello Market, também queria ir nesse bairro por causa do filme que adoro, Um lugar chamado Nothing Hill. O bairro não desaponta nem um pouco pois é uma graça. Há lojinhas de todos tipos, desde antiguidades até roupas e frutas frescas.

Nothing Hill Londres

A livraria que Hugh Grant era dono no filme

Nothing Hill Londres

Tudo muito romântico

Black Cab Londres

Agora, mais típico que o Black Cab, impossível

Há muitas outras coisas para se fazer em Londres. Mas o tempo não permitiu 🙁

  • British Museum (onde está a Pedra de Rosseta)
  • Tha Globe (réplica do Teatro onde Shakespeare ensaiava suas peças)
  • Tate Modern (galeria instalada numa antiga usina)
  • Ministry of Sound (um dos maiores clubs da Europa, onde tocam os maiores DJs do mundo)
  • Canden Town (bairro bom para compras e para ver gente descolada, punks, etc Amy Winehouse morava nesse bairro e curtia os pubs de lá)
  • Museu de cera Madame Tussauds
  • Restaurantes do Jamie Oliver, dos programas da gnt. Queria muito ter ido e não deu certo, estava fechado: http://www.jamieoliver.com/fifteen-london/dining
  • Perder-se pelas ruas e curtir um Dolce far niente

E com certeza, há muitos, muitos outros lugares….

Texto e Fotos: Vanessa Thiesen (@vanessathiesen)




domingo, 16 de outubro de 2011

Londres: London Eye, Parlamento, Big Ben e Abadia de Westminster

Por Vanessa Thiesen

Sempre que viajo passo dias pesquisando sobre os lugares que vou conhecer: leio Blogs, pesquiso no Google, falo com pessoas, vejo fóruns, etc. Adoro ir para os locais munida de informações e dicas de lugares que devo ir. Dessa maneira, quando chego no cidade, parece que já a conheço um pouco. E é por isso que gosto de dar essas dicas antes de falar sobre a cidade propriamente dita, como fiz no post anterior.

Antes delas, uma última notinha:
Apesar das semelhanças com SP e NYC, algo chama a atenção: tudo fecha bem cedo em Londres, então fique atento, principalmente se for à Londres no verão. Escurece super tarde, você nem se liga que já é tarde e quando chega em algum museu, restaurante ou algo do gênero dá com a cara na porta…FECHADA! Os pubs fecham tradicionalmente às 23h, alguns museus em torno das 17:30 e maioria dos restaurantes às 22h.

Informações anotadas? Então é hora das atrações, vamos a elas? #melhorparte

Primeiro dia e a intenção era começar pelo principal: Parlamento, Big Ben e Abadia de Westminster.
Surpresa total: saí do metrô, olhei e literalmente dei “de cara” com tudo o que falei e de quebra ainda com a London Eye #panoramaview
Sabia pelo mapa que eram próximos, mas sempre acreditamos que as distâncias enganam e que tudo é mais longe… Desconfio que isso seja trauma pós quadras imensas de Paris, onde tudo parece perto e é longe, concordam?!

Londres: London Eye

London Eye

 

Dica: compre seu ingresso para London Eye antecipadamente e de preferência o ingresso para acesso rápido, que se chama Fast Track, senão pode correr o risco de ficar na fila umas 2 ou 3 horas. Nesse site você pode comprar o ingresso combinado para London Eye e Museu Madame Tussauds (sai mais barato que na hora): www.londresbilhete.com

 

 

Londres: Atrações e Passeios

 

Ela é muitoooo grande e de dentro dela, quando se está lá no alto, dá para ver uma distância de até 45km. O ingresso dá direito a uma volta completa, que dura mais ou menos meia hora e também vale como entrada para um filme em 4D. Tudo vale a pena, pois a visão é inigualável. Para os românticos inveterados tem até um ingresso especial, com direito a champanhe dentro da London Eye e tudo.

 

Londres: London Eye

Parece com o bondinho do Rio de Janeiro 😉

 

No Parlamento de Londres fica a Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns. Está às margens do rio Tâmisa e nele está contido o famoso relógio Big Ben. Dizem que há mais de 1000 salas e 5km de corredores…Haja fôlego para esses lordes, hein! rsrs

 

Londres: Parlamento

Parlamento visto de baixo, e vista do Parlamento pelo London Eye!

Londres: Parlamento

Leisure time...

 

O Big Ben é muito lindo!! E muito grande também…alguma coisa deve haver entre a pontualidade britânica e esse relógio, né?! Ele foi construído em 1859, segundo minhas pesquisas.

 

Londres: Big Ben

 

Abadia de Westminster: lá Kate Middleton e Principe William casaram-se recentemente. Do ladinho há uma loja enorme de souvenirs de Londres e o que mais se encontra lá são objetos relacionados ao casamento, tudo o que você possa imaginar mesmo!

 

Londres: Abadia de Westminster

Vista lateral da Abadia - impossível uma foto sem pessoas rs

 

Só essas atrações já valeriam a ida à Londres, mas, acreditem, isso é apenas uma pequena amostra do que Londres tem a oferecer aos turistas. Nos próximos posts, mais delas.

🙂

Texto e Fotos: Vanessa Thiesen (@vanessathiesen)




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Londres: Dicas e Informações Úteis

Por Vanessa Thiesen

De acordo com o dicionário Calorês Wieserniano, sou sua correspondente oficial das Oropa! Por isso estou aqui novamente, dessa vez o destino é Londres! 🙂

Adoro viajar e o velho mundo sempre me fascinou. Não sou expert em história (estou bem longe disso), mas andar por ruas que existem há séculos, ver prédios que foram construídos há milênios e ver pessoas com hábitos tão diferentes dos nossos, me agrada bastante. Um belo exemplo disso é Roma. Estive lá duas vezes e em ambas senti arrepios ao andar pelo Fórum Romano, Vaticano e Coliseu. Amo aquela cidade, que mistura todas as coisas do velho mundo com um pouquinho da bagunça brasileira.

Por eu gostar tanto da Europa, por já ter ido pra lá com parentes e também sozinha, faltava ir com amigos e com o noivitcho! Então resolvi unir o útil ao agradável: amigas + namorado + Europa = Experiência memorável para sempre. E acho que todos devem fazer isso na vida: viajar sozinho, com amigos e com o nosso amor 🙂

Foram 3 semanas em julho desse ano (2011) num estilo quase “mochilão”. O roteiro foi: Lisboa, Londres, Cote D’Azur (Nice, Cannes e Mônaco), Le Cinque Terre, Costa Amalfitana e uma passada rápida em Roma. Os destinos foram super diferentes, pra todo gosto: glamour, lugar pitoresco, história, metrópole, cultura e muita praia. E posso dizer que gostei de todos os lugares. O sul da França e Roma eu já conhecia, mas sempre é bom retornar aos bons lugares, né?!

Vou começar falando de Londres, dicas e informações úteis sobre nossa estada em uma das cidades que mais recebe turistas no mundo!

London, Baby!

Quando fizemos nosso roteiro, minhas amigas tinham uma exigência: precisamos de Londres. Pois é, parece super comum ver pessoas assim: apaixonadas por Londres – até mesmo pessoas que nem mesmo estiveram lá. E eu, claro, estava muito curiosa para entender os porquês de tanto amor.
Vinicius de Moraes, que lá morou, descrevia Londres como “uma bela e grande ilha, ao mesmo tempo apaixonada e discreta, cordial e austera, pátria de poetas como não se viu maiores….” À Londres ele declarou seu amor… e também aos doces telhados do bairro Chelsea… “Já fostes minha casa”, disse ele em certa ocasião…

Londres é bem grande, uns 7 milhões de habitantes e, se contar toda região metropolitana, chega perto dos 12 milhões. Além disso, é uma mistura de povos que eu nunca tinha visto antes. Senti quase que uma frustração por não ver os típicos londrinos, sabe? E o que mais me impressionou foi a quantidade de muçulmanos andando pelas ruas londrinas. Parecia que tinha mais deles do que de nós. E por nós, quero dizer: cultura totalmente diferente da nossa – afinal eles são típicos, né!? As mulheres todas cobertas com lenços e burcas e os homens caminhando logo a frente. Alguém tem uma dica do porquê de tantos deles lá? Aliás, toda essa mistura de povos me fez pensar que Londres se une a São Paulo e New York neste quesito: diversidade cultural imensurável, todo tipo de gente, classes sociais e intelectuais. Talvez seja por isso que Londres não tenha nada de comida típica além do Fish and Chips… (rs)

A cidade também é vanguarda em quase tudo e tem uma arquitetura estonteante: para onde você olha tem um prédio que parece ser alguma coisa importante, afinal, prédios tão lindos não podem ser “nada” , né? Mas lá, eles muitas vezes são, pois tudo é bonito, antigo e emana historia. Difícil descrever Londres, viu?!

Nossa jornada durou 5 dias (intensos). A cidade tem muita coisa para ser vista e quando você lê os guias e blogs até se assusta. São tantos lugares para conhecer que parece que não vai dar tempo e, realmente, não dá (risos). Acho que a melhor coisa é fazer uma lista de prioridades, sem especificar datas. Então você vai curtindo e fazendo o que der tempo. Uma boa notícia: o transporte de Londres ajuda. Ele é fantástico, há grande facilidade de se locomover e você consegue fazer bastante coisa em um dia.

Vamos às dicas?!

Imigração/Visto

As pessoas costumam ter um pouco de receio em relação à Londres quando se fala nisso. Mas acho que não é assim assustador, salvo para quem realmente quer burlar as regras e ficar lá ilegalmente. Eu e meu noivo não passamos pela imigração, pois somos cidadãos europeus, mas minhas amigas sim e elas não tiveram o menor problema. Acho que nem perguntaram nada, a não ser o básico. E o básico é indispensável se você não quer ser barrado no aeroporto e ter de voltar para o Brasil na hora, com ou sem choro:

  • passagem de ida e volta para o Brasil;
  • hospedagem reservada durante toda a sua estada em Londres;
  • din din no bolso (acho que o mínimo é 50 libras por dia);
  • seguro saúde;
  • vestir-se de forma coerente (li relatos de que eles reparam nisso – vai saber … rs)

Moeda

Em Londres a moeda oficial não é o Euro e sim a Libra Esterlina. A libra tem cotação maior que o euro em relação ao real e, também por isso, tudo acaba ficando mais caro. O que em outra cidade da Europa seria 2 euros, lá invariavelmente será 2 libras, ou mais…
O ideal é já levar libras do Brasil ou sacar em caixa multibanco. Nesses caixas você usa seu cartão de débito (precisa ser previamente liberado em seu banco para uso no exterior), o dinheiro é automaticamente convertido e vem na moeda local, no caso, libras. O banco cobra uma taxa, acho que em torno de R$5,00 por saque. Falo tudo isso porque resolvi trocar meus euros por libras no aeroporto de Londres, no Luton, e levei um calote feio. O cara, além de me roubar 50 euros, ainda cobrou 12% de comissão e uma taxa de câmbio ridícula. Perdi R$500,00 nessa brincadeira, mas… vivendo e aprendendo!!!

Como chegar lá

Se partir do Brasil, pode-se comprar bilhetes pela TAM (onde comprei, apesar disso, o voô era TAP) ou outras companhias. Os valores variam muito, dependerá se é alta ou baixa temporada (julho, agosto e setembro são alta temporada, portanto, são meses mais caros).

Dica: alguns cartões de crédito dão o seguro viagem caso você compre a passagem com seu cartão. Foi o meu caso…fiquei feliz da vida com a economia de R$300,00. Informe-se sobre o seu.
Aqui as informações do meu cartão: http://www.visa-platinum.com/por/benefits.aspx

Caso você já esteja na Europa, recomendo as companhias low cost ou trem. Voei inúmeras vezes de Easyjet e nunca tive problemas. Mas, nunca esqueça do lema deles: “If you are late, we don’t wait!
Enfim, não se atrase e chegue ao aeroporto com no mínimo umas 2 horas e meia de antecedência. As filas de check-in são imensas e eles não esperam por ninguém. Ah…o valor da passagem pode ser simplesmente MUITO CONVIDATIVA! As passagens variam de 10 euros a 60 – e é isso mesmo, 10 euros!! A diferença para nossas companhias? Eles não servem aqueles lanches medonhos que recebemos por aqui hehe Caso você queira comer ou beber algo, eles vendem a bordo por preços mais atraentes que os encontrados no próprio aeroporto. Numa das viagens eu não tinha tomado café e resolvi testar: café Starbucks e sanduiche quente. #delicia.

É tanta informação, né?! Cada hora lembro de uma coisa… Escrevi sobre a easyjet ontem e quase esqueci de algo muito importante: as malas! Na tarifa normal você só pode levar uma bagagem de mão, sem limite de peso, mas com medidas estipuladas. O que eles dizem (e seguem à risca):
“Os passageiros podem levar uma peça normal de bagagem de mão com um volume máximo de 56 x 45 x 25 cm (incluindo as rodas e as bolsas) (“Bagagem de Mão Normal”). Terá de caber, sem ser forçada, nos medidores existentes no check-in e nos portões de embarque. Não há restrição de peso, dentro de limites razoáveis – isto é, um passageiro deve poder colocar a peça de bagagem nos compartimentos do teto da cabine em segurança e sem assistência.”
Fonte: Easyjet

Eu recomendo que quando realizar a compra da passagens, já compre uma mala de porão também. Sai em torno de 12 euros e dá direito a 20kg de bagagem. Vale a pena, né!? Ser mochileiro sim, viajar com mochila pequena não (rs).

Nosso direito a quatro malas de porão e o aviso que o peso é compartilhado entre os quatro. Um pode levar 10 e o outro 30kg, por exemplo.

Outra coisa bem importante: os aeroportos de Londres são bem longe do centro da cidade, por isso é importante ir munido de informações de como chegar ao seu destino final. Mas, não se preocupe, os britânicos são organizados e informação e facilidade não faltam. No próprio site dos aeroportos há explicações de como ir e vir. Geralmente a melhor forma é pegar um táxi (para quem pode se dar este luxo) ou trem. Eu peguei o trem e saiu 14 libras por pessoa. A viagem dura uns 30 minutos e confesso, eu e todos que estavam comigo nos assustamos com a velocidade – parecia que tinha entrado no trem errado e que estava no trem bala, tamanha velocidade que ele andava…(será coisa de tupiniquim que não usa esse maravilhoso meio de transporte, o trem? #ficaadica)
Como fui para o Luton, aqui está o site e todas formas de transporte à disposição (coluna da esquerda): www.london-luton.co.uk

Nós, na estação St Pancras, depois da meia-noite: tudo fechado e nós lá, saltitantes de alegria e energia

Onde ficar

Sempre sugiro o site Hotéis.com, lá fiz todas as nossas reservas. Adoro! O processo de reserva é rápido, fácil e posso ver a nota e comentários de quem já se hospedou nos locais. Apesar disso, em Londres optei por ficar no Ibis, hotel de rede, conhecido no Brasil e com boa relação custo benefício. A localização do hotel era perfeita: em frente a umas das principais estações de trem e metrô de Londres, a Euston Station. Também fica a 5 minutos de caminhada da St Pancras, outra importante estação, de onde parte o Eurostar (Londres-Paris em 2 horas). Sem contar que tem um bom café da manhã, com direito a feijão, bacon e salsichão hehehe Sim, os ingleses comem isso em seu desjejum…
Super recomendo nosso hotel para quem quer praticidade e não liga de se hospedar sem luxo, porém com conforto e com quartos limpos. Defeito? Não tem frigobar no quarto e a internet não é free.
Nosso hotel: Ibis London Euston St Pancras

E, na calçada do hotel, bicicletas para alugar 🙂

Aliás, a questão do hotel não ter free Wi-Fi merece uma nota especial:
Quase nenhum hotel que fiquei tinha free Wi-Fi. Aliás, quase nenhum local que se vá na Europa tem free Wi-Fi. Enfim… não gostei disso. Me privou de enviar instagram aos amigos 😛 #wi-fifail
Acho que no Brasil a situação é melhor nesse sentido.

Clima

Fui no verão e mesmo assim não é quente em Londres. Durante o dia dá para usar manga curta, mas à noite: salve a rainha, ops… o cardigan! Isso que o cara do hotel falou que aqueles dias estavam “quite warm”…. Então no inverno, vá preparado e no verão, não esqueça da rainha…
Outra coisa, no verão anoitece lá pelas 23h, mas tudo fecha cedo. E agora descobri o motivo: nas outras épocas chega a amanhecer mais ou menos às 9h da manhã e anoitecer às 4h…Dias bem curtinhos, hein! Anoitece e o pessoal quer ir logo pra casa …rsrs

Transporte

Mind the gap!!! Frase típica de Londres…quem foi, lembra; quem nunca foi, quando for, vai lembrar!
O transporte de Londres me surpreendeu. É inacreditável o numero de linhas, estações, organização e facilidade. Nota 10!! Salvo por um detalhe: Londres e seus metrôs em geral pecam na limpeza. Há muita sujeira no chão e a razão disso sei dizer sem pestanejar: quase não há lixeiras. Em alguns locais você precisa caminhar bastante para encontrar uma. Vai entender….
Quanto aos bilhetes: não use bilhete individual, sempre será mais caro – a não ser que você só fará uma viagem no dia mesmo. O que utilizei, achei fácil e pra mim é o ideal: Travelcard. Você pode comprar para 1 dia ou para 7 dias, em meu caso utilizamos os bilhetes para 1. A compra é feita nas máquinas nas próprias estações. Custa 6,2 libras e você anda o quanto quiser de metrô ou de ônibus durante o dia. Vale muito a pena, pois tem dias que você pega metrô muitas vezes…

Curiosidades sobre o metrô

Conhecido como Underground ou simplesmente Tube, o metrô de Londres é considerado o maior e mais antigo sistema de metrô do mundo! Apesar de parecer que metrô é sempre subterrâneo, 55% do metrô londrino é de superfície. Entrou em operação em 1863, tem 268 estações e quase 400km de trilhos. Tem uma média de 2,67 milhões de usuários por dia e a estação mais utlizada do sistema é a King’s Cross St Pancras (duas quadras do hotel que fiquei). Além disso, o mapa metropolitano de Londres é considerado um marco do design clássico e do próprio metrô.
Inacreditável tudo isso, não é??
Fonte Wikipédia

Estação Baker Street …. é a do Sherlock Holmes 😉

Fotos e Textos: Vanessa Thiesen (@vanessathiesen)




segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Explorando Santorini por Vanessa Thiesen: Parte II

Por Vanessa Thiesen

Pra quem ainda não sabe, a Vanessa está me dando uma mão (em formato de texto) sobre o assunto “Europa” aqui no blog. Pra quem ainda não viu seu primeiro texto sobre Santorini basta cliquar aqui. Pra quem já leu, segue a continuação da série abaixo. Enjoy!!!

Explorando Santorini por Vanessa Thiesen: Parte II

Depois de chegar em Santorini, me instalar, alugar meu quadriciclo e saracotear bastante pelo centro, chegou a hora de conhecer um pouco mais da ilha. Para me abastecer, geralmente eu optava por algo que descobri em Athenas: Pita Gyros. Acho que posso descrevê-lo como um “sanduiche” , ou melhor, um fast food grego: pão tipo pita, carne (souvlaki), cebola, tomate e molho tzatziki (por sinal, maravilhoso). Adorei essa iguaria e confesso que foi o que mais comi por lá.

Em Santorini não tirei foto do Pita Gyros, mas em Athenas sim:

Eu + Pita Gyros + Mosca no meu rosto e um famoso pyta gyro no bairro de Plaka em Athenas

Perissa e Kamari:

Essas duas praias são as mais populares de Santorini. Fica no sudeste da ilha de Santorini a aproximadamente 10 km do centro.  Sâo muito lembradas por possuírem agito noturno com boates e bares variados – acho que  “cosmopolita” as define bem. Além disso, são lindas durante o dia, têm água cristalina e surpreendem com sua areia preta…e escaldante. Para completar, são protegidas do vento que vem do Mar Egeu e contam com ampla estrutura hoteleira.

Como mencionei acima, a areia é  preta e isso ocorre devido a origem vulcânica e, por essa razão, concentra muito calor: recomendo que levem calçados e não os tirem para caminhar…Com isso, as duas praias oferecem alguns pontos com passarelas de madeira que nos levam até os guarda-sóis  – que ficam lá sempre e estão à disposição. Quando fui não era temporada, então não tinha de pagar para usá-las. Porém, acredito que no pico do verão deva ter alguma taxa para uso.

Em Kamari, praia super descontraída, com comércio local e muitos bares legais, resolvi almoçar. Os restaurantes são aconchegantes e escolhi um prato de camarão  que vinha com quase uma salada grega junto, pois tinha tomate, queijo e pepino.

Delícia!

Um charme, com direito a lavanda e tudo

Areia vulcânica

Perissa

Red Beach:

Fica ao sul da Ilha de Santorini.  É assim conhecida por ter as rochas vermelhas. Junto delas: areais preta + mar azul intenso = beleza extrema!!A praia é muito bonita e bem pequena. É preciso cruzar uma trilha de uns 200 metros sob rochas para chegar até ela. Na entrada dessa “trilha” há uma linda igreja branquinha, como sempre o são por lá.Apesar de bonita, não há lá mais nenhuma atração além da paisagem: sem bares, sem lojas e muito menos para onde avançar. De qualquer forma, super recomendo a visita.

Red rocks (chilli peppers?!)

A igreja na entrada da praia

Eu feliz em Perissa e a Red Beach

Vulcano:

Para chegar até o vulcão é preciso pegar um barco no porto de Fira que levará até uma ilha: lá fica a cratera. Não fica longe e o passeio é bem tranquilo.

Eu + barco ao fundo que nos levou ao Vulcão + Santorini ao fundo + mar maravilhoso = Satisfação Visual

Para chegar até a cratera é preciso fazer uma trilha de aproximadamente 30 minutos: vá de tênis. Chegando ao topo, você consegue avistar alguns pontos  de vapores quentes e sulfurosos, mas nada perto do que se espera de um vulcão (risos). Mesmo assim, é legal conhecer e a vista de Santorini estando fora dela é espetacular! Não há vegetação no local e, segundo um guia de viagem que li antes de ir pra lá, lembra o inferno descrito no livro de Dante Alighiere.

A vegetação inexistente de lá e a baía com água quente.

Faz parte do passeio uma parada para banho numa baía de águas quentes (que variam de 30 a 35 graus C). A cor fica estranha por ser sulfurosa e dizem ter efeitos curativos e relaxantes (??). O problema foi enfrentar o mar frio e azul até chegar no mar quente e mostarda?!

Oia:

No outro extremo da ilha de Santorini, fica Oia – pronuncia-se “Ia”. Essa vila é famosa porque dizem que lá se vê o pôr-do-sol mais lindo do mundo. Realmente acredito que seja. É espetacular a visão que se tem e muito comovente ver um aglomerado de pessoas esperando nossa grandiosa estrela se pôr. Tenho a certeza que minhas fotos não retratarão a beleza que se vê lá.

Não bastasse ser conhecida pelo pôr-do-sol TOP 1 do mundo, ainda é uma vila super graciosa e muito apreciada pelos hotéis chiques, bistrôs e fama de ser também o melhor ponto para se hospedar. Tudo lá é um charme: desde as ruelas floridas até os restaurantes que parecem flutuar sobre o mar. Oia realmente é TUDO!

Anciet Thira:

Pertinho da praia de Kamari há uma montanha imensa. Chegando lá em cima, nos deparamos com a Thira Antiga. Lá era a capital da ilha e as escavações mostram as ruínas que datam de 600 anos a.C. Parou para pensar? É muito tempo!!!

A entrada, já no alto da montanha

Lá podemos ver ruínas de uma basílica cristã, palácios de governos, tribunas, templo de Dionísio, praças, ginásios, grutas, etc. Não se animem: apenas ruínas que você descobre o que eram devido às descrições. Além disso, há a maravilhosa vista, com Kamari à esqueda e Perissa à direita.

Ruínas:

Com certeza vale a pena o passeio, pois é uma visão totalmente diferente da cidade: outras cores, outros ângulos e outra idéia do que já foi Santorini um dia!

E, para quem quiser, a ilha oferece muito mais: vinículas, os apetitosos tomates cerejas, as deliciosas azeitonas, história secular, museus, arquitetura, passeios específicos para quem quer pescar e muito, muito romantismo para quem está em lua de mel.

Sobre Santorini, é isso! A primeira parte dessa viagem, está aqui! Espero que tenham curtido.

Beijos,

Vanessa




quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Explorando Santorini por Vanessa Thiesen: Parte I

Por Vanessa Thiesen

Ok, ok, sei que ando sumida do blog, mas juro estou me esforçando para deixar as coisas por aqui em dia (vocês viram o novo layout??). E como o meu tempo tem sido curto ultimamente, resolvi convidar uma amiga para relatar um pouco da experiência de viajar pelo velho mundo. Enquanto eu não for a Europa, minha correspondente no blog será a Vanessa Thiesen para assuntos europeus, então aproveitem e suguem dela o máximo!
Obs: Dúvidas, a Vanessa responderá nas caixas de comentário, ok?

Oi pessoal do blog do Travel Forever. É um prazer estar por aqui contando um pouquinho das minhas aventuras.
Em 2008, com 28 anos, tive a oportunidade de ir para a Europa fazer minha cidadania italiana. Só tinha um porém: eu teria de ficar lá 2 meses – o que de fato não foi dificuldade alguma. Primeiramente uma amiga iria comigo, mas ela acabou desistindo no meio do caminho. Resolvi que mesmo assim iria e, 4 meses antes, comecei a planejar minha viagem no maior estilo mochila nas costas e hostel na cabeça. Antes de viajar, reservei os albergues, comprei todas passagem em voos low cost e fiz o roteiro geral: Ancona (Itália) – Veneza – Pisa – Monterosso (umas da 5 Terre) – Nice – Mônaco – Cannes – Aix in Provence – Avignon – Paris – Barcelona – Amsterdam – Praga – Athenas – Santorini – Roma – San Marino

A viagem para Santorini foi toda maravilhosa e recomendo a todos fazer alguma vez na vida uma viagem assim: sozinha – às vezes é bom estar “alone” e fazer somente o que se quer, quando quer e onde quer. Conheci muita gente, muitos lugares, diversas culturas. Mas com certeza Santorini chamou a atenção de meus olhos e meu coração. A natureza dói de tão linda e você fica a cada paisagem diferente pensando: já não sei qual gostei mais. Quero voltar!!!!!! Afinal, não é todo dia que encontramos uma ilha vulcânica rodeada pelo mar Egeu. Se eu conseguir passar para vocês 1% da emoção que tive de ver tudo aquilo já estarei contente.

Fira, centro de Santorini, ao fundo.

Além de permitir um pit stop rápido em Athenas, essa ilha de Santorini me encantou pela beleza de encher os olhos e pela comida super saborosa. E mais, fora de temporada, não é cara como dizem e permitiu que eu pudesse fazer tudo que estava em meus planos.

Então, vamos lá!!

Uma paisagem mais linda que a outra.

Fui para Grécia (Athenas) com os voôs “low cost”, no meu caso Easy Jet. Comprei pelo site e saiu por volta de U$20. Já de Athenas para Santorini havia duas opções: barco (ferry-boat) ou avião. Optei pela segunda escolha e voei pela empresa Aegean Airlines e paguei U$153 ida e volta, o mais caro de todos voôs que fiz nos dois meses que passei na Europa. Optei por ir voando para poupar tempo e por ter conforto. Li em vários locais que os ferries são desconfortáveis e que a partida depende de número mínimo de passageiro para sair; como não era temporada nem passou pela minha cabeça arriscar.

Depois veio outro ponto da viagem: onde ficar?

Nessa viagem eu estava optando geralmente por albergues, os famosos hostels. Mas encontrei no site Booking.com e fiz a reserva de um hotel: Villa Romantic. O hotel bed and breakfast custou U$35 a diária, tem ótimo custo benefício, é um hotel familiar com atendimento nota 10. O café da manhã podia ser servido na varanda do quarto ou na sala do hotel, simples porém gostoso. Tem piscina e, o que adorei, levam e buscam no aeroporto, independente do horário. Também gostei da localização, pois fica a 800 metros de Fira, considerado o centro ida cidade e também o centro geográfico, ficando fácil o deslocamento para todos lados da ilha. Muitos diriam que a hospedagem deve ser obrigatoriamente em Oia, mas não concordo devido a uma única razão: fica num extremo da ilha de Santorini, tornando alguns destinos meio longínquos. Algum ponto negativo do hotel? Só a cortina de plástico do box.

Piscina do Hotel

Cruzeiros que passam por lá.

Quando já estava bem hospedada e super ansiosa para conhecer tudo, veio a dúvida: como me locomover…. Foi então que decidi que queria aventura e liberdade. Aluguei um quadriciclo por módicos U$10 a diária, super fácil de dirigir: freio, acelerador e quatro rodas para manter o equilibrio. Foi com ele que fui para todos lados da ilha e que me apaixonei pelo local. Subi morros íngremes, retas que levavam ao paraíso e paisagens que quase me fizeram ficar por lá mesmo e, claro, todas devidamente asfaltadas. O meu eu aluguei no caminho entre o hotel e o centro de Fira, foi indicado pelos donos do hotel. Mas opções é que não faltam de locadoras, tando de quadriciclos como de motos e carros. Dica: use óculos de sol  bem simples, pois com o vento ele estraga bastante.

Eu com meu super quadriciclo em frente ao hotel e super preparada para o vento.

Fira

Porto de Fira – pode-se descer a pé, de teleférico ou de burro – lá embaixo foram gravadas as cenas da novela Belíssima

Cada cantinho, um encanto

Eu, mochileira total e as lindas e estreitas ruelas de Santorini – muitas lojinhas em todas elas.

Tudo encanta

Por hoje vou ficando por aqui neste post. No próximo falarei sobre as praias e atrações de Santorini.

E, para quem quiser, pode acompanhar o segundo post sobre Santorini, clicando aqui!