Filed under: Mato Grosso do Sul

Projeto Jibóia: Eu fui, vi, peguei!

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Ahã!!! Quem diria que um dia eu, que tenho ascos por cobra, colocaria uma jibóia no pescoço?
Você devem ter olhado pra foto acima e imaginado “eu nunca faria isso”, pois é gente “eu fiz”! :mrgreen:
Depois da “super” explicação que o Henrique, simpático dono do Projeto Jibóia, deu pra uma porção de gente que estava no recinto sobre estas cobras e nos conveceu que “aquela” que vocês estão vendo na foto, simplesmente “considera” a gente um TRONCO DE ÁRVORE, eu até me animei em segurar a bichinha por alguns segundos.
O projeto têm um conceito bem legal, que é dismistificar os preconceitos que temos com as cobras em geral e aprender a respeitar esses répteis. Isso inclui não sair dando pauladas nelas quando por um acaso encontramos uma no caminho ou no quintal de casa. Além de intrutivo, e divertido pois o Henrique é muito legal, você tem a chance de pegar em um desses animais sem medo, e garanto que no mínimo será uma experiência bem diferente.

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Obs: Não pensem que a cobra é gelada, pois não é!!! :oops:
E muito menos gosmenta como eu imaginava!!! :-?

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O projeto possui 13 jibóias e uma Piton, que são criadas em um terrário de 12 metros quadrados.
O atrativo é aberto à visitação quase todos os dias às 7h da noite. Não precisa agendar, basta chegar lá.
Vale a pena visitar!

19 Comentários 9 de dezembro de 2008

Estância Mimosa: eco tur!!

Último dia em Bonito e mais uma indecisão. Já tínhamos feito tudo que queríamos, desde flutuações, mergulhos e rapel. Mas agora, para este último passeio, estávamos bem indecisos em mais uma flutuação (o aquário natural) ou algo diferente, como uma cachoeira. Como o clima estava bem friozinho, e sabíamos que ficar muito tempo dentro da água ia ser mais difícil, optamos por fazer as cachoeiras da Estância Mimosa, pois além de ser um passeio mais light, a gente ainda não tinha feito nada parecido até agora. A primeira ideia era fazer a famosa cachoeira Boca da Onça, mas nesta época do ano, tem pouca água por causa da seca e a distância e o valor não valiam a pena arriscar. Queríamos algo mais perto, mais aconchegante e bem sossegado para também aproveitar e descansar um pouco.
 
A nossa opção foi a Estância Mimosa. Uma fazenda de 400 hectares que explora, além da criação de gado, as belezas naturais das dezenas de cachoeiras, saltos e corredeiras espalhadas pelo complexo. O roteiro inicia-se na casa-sede da fazenda, onde é feita o primeiro contato local. Assim que chegamos, fomos recepcionados com um belo lanche matinal, recheados de biscoitos, bolos e pães caseiros, cafés e chás bem regionais. Este estilo de recepção colonial é uma delícia. Anima qualquer um. O local também é uma gracinha, a antiga sede da fazenda manteve o ambiente estilo familiar, e é bem percebido ao observar cada detalhe da decoração simplista e agrofashion. Depois de bem alimentados e pesando no mínimo 1 kg a mais cada um, iniciamos uma agradável caminhada pela mata ciliar do Rio Mimoso.

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A trilha é relativamente longa, mas não cansativa. O lugar está repleto de orquídeas, bromélias e se você der sorte poderá ver vários animais silvestres. Além de uma vaca que estava perdida bem no meio do caminho, avistamos alguns macacos nas árvores. Ao longo da trilha, passamos por vários mirantes que nos proporcionaram belas visões panorâmicas da serra da Bodoquena. Sem falar nas cachoeiras que ao todo são 8 e que oferecem belos locais de banho com piscinas naturais de águas transparentes com tonalidades de cor de esmeralda. Em muitas dessas cachoeiras, tem várias grutas sob suas quedas d’agua. Há também plataforma de salto, passarelas suspensas e trecho percorrido em barco a remo. Este passeio é sempre acompanhado por um guia especializado. A água porém não é muito quente, em torno dos 18°C… :mrgreen:

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De volta pra fazenda, é hora do almoço típico. Pratos típicos servidos no fogão à lenha, verduras bem fresquinhas e doces regionais de fazer qualquer pobre mortal engordar alguns quilos à mais (nas minhas contas já foram 2). O difícil é resistir apenas à uma porção… eu mesma repeti umas 2 vezes. Mas pudera, cada guloseima!!
Depois de bem servidos, uma cafezinho pra arrematar e uma rede pra fazer a digestão. Um dia tranquilamente delicioso, a sensação de bem estar na roça mais uma vez faz com que a gente queira voltar mais e mais vezes pra Bonito…

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Fogão à lenha para dar mais sabor à comidas típicas… panelas de ferro.

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Cocho onde era servido a salada, detalhe para a bica d’agua que passa por baixo, e que deixa sempre bem fresquinho… ;)

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Redário pra famosa descansadinha depois do almoço.

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2 jacarés adotaram o lago da fazenda como lar… espertos, eu também gostaria de “adotar” a fazenda Mimosa.

9 Comentários 7 de dezembro de 2008

Bonito Rio da Prata!

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Acho que já deu pra perceber que em Bonito tudo é longe pra dedéu… e o Recanto Ecológico Rio da Prata não é diferente, fica à 54 km do centro, no município de Jardim. Demoramos cerca de 40 minutos para chegar até lá, e este trajeto todo é feito em estrada de terra, bem ruim em alguns pontos por sinal. Chegamos à fazenda e sem muito enrolação já nos preparamos para fazer o passeio. Todo o equipamento obrigatório (roupa de neoprene de 5mm, bota de neoprene, máscara e snorkel) e opcionais como colete salva-vidas, está incluso no valor do passeio. Mas dessa vez optamos por NÃO usar o colete de salva-vidas pois a roupa de neoprene já dá a flutuação necessária para se manter estável na água, além do mais, o Rio da Prata em seus primeiros 2km de flutuação é bem rasinho e o colete chega até atrapalhar ao ter que desviar de galhos ao longo do rio.

Depois de devidamente equipados, fomos de carro até perto do local onde começa o passeio. Dalí iniciamos uma agradável caminhada em mata ciliar pela RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural. A vegetação é recheada com inúmeras árvores centenárias, orquídeas e bromélias. Neste pequeno trajeto existem boas chances de se observar aves e animais silvestres. Dentre as espécies de mamíferos encontradas na região está o macaco-prego, bugio, cotia, queixada, cateto, quati e outras. Mas tivemos a chance de se deparar apenas com a queixada que é muito feia por sinal e faz um barulho digno de seu nome. Após 50 minutos de caminhada, chegamos à nascente do rio Olho D’Água, onde recebemos algumas dicas de flutuação e fizemos um breve treinamento pelos arredores. Neste momento já percebemos que estávamos prestes a começar uma super flutuação.

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Uma Queixada caminhando tranquilamente na trilha…

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O Olho D’Agua, local onde começamos a flutuação.

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A correnteza se encarregava de levar a gente suavemente rio abaixo. Logo nos primeiros momentos percebemos que os peixes que avistávamos eram muito grandes. A paisagem do Rio da Prata é bem diferente da do Rio Sucuri. Lá no Sucuri vimos muitas espécies de plantas subs e peixes relativamente pequenos. Por aqui a paisagem é de natureza morta, repleta de troncos, galhos e folhas secas por todo rio. A quantidade de peixes é infinitamente maior e são grandes, muito grandes. Dourados gigantes, pacus gordinhos, além das onipresentes piraputangas e curimbas. Não poderia deixar de citar que entre os peixes tivemos a felicidade de avistar um jacaré nadando no rio. A água é muito cristalinas e por ser rasa, os raios solares incidem formando um reflexo indescritível. A temperatura no Olho D’Agua é bem agradável e atinge os 22°C. Antes de chegar no Rio da Prata, há um trecho com correderas, e neste ponto fizemos um desvio pela mata. Logo depois da corredera, surge um remanso cristalino onde é possível ver o “vulcão”, uma enorme ressurgência (nascente) que faz borbulhar o solo calcário no fundo do rio. Se você conseguir, dá pra fazer um mergulho livre e literalmente enfiar a mão dentro do vulcão. Foram +-3 horas de flutuação, a maior parte é realizada no Olho D’Agua e os 20 minutos finais no Rio da Prata onde a temperatura cai para os 18°C e a profundidade do rio chega atingir os 8 metros. A maior diferença entre os rios, além da temperatura, é a turbidez da água. O Rio da Prata é bem mais turvo e por ser mais fundo, dificulta um pouco avistar os peixes. No encontro dos rios avistamos os maiores Dourados e Pacus do passeio. Quem não gosta de água fria (gelada) pode pular esta parte e continuar o passeio pelo rio de barco, mas na turma em que estávamos ninguem quis desistir desta aventura belíssima, que na minha opinião é a melhor flutuação de Bonito. Imperdível!!!

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Curimbas e Pacus.

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Jacarés.

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Piraputangas.

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Dourados.

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Mão dentro do “vulcão”…

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Depois de tanto esforço e de gastar as energias, o almoço caiu bem. Os pratos típicos estavam deliciosos e o tradicional doce de leite local divino. A fazenda é uma graça, bem estruturada, dava pra ficar por alí o resto do dia só comendo jabuticaba. Há redes de couro por todo lugar, o difícil é achar uma disponível depois do almoço. Mas não importa, com rede ou não, basta um café para arrematar e sentir-se bem.

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Obs: O Recanto Ecológico Rio da Prata foi premiado 2x consecutivas pelo Guia 4 Rodas, da Editora Abril, como “A melhor Atração Turística do Brasil”.

24 Comentários 17 de novembro de 2008

Rapel e Scuba no Abismo Anhumas!

Foi difícil decidir se íamos fazer o tão famoso Abismo Anhumas ou não. Estava (eu) um pouco apreensiva, pois não sou fã nº 1 de alturas, mas o mergulho me excitava o suficiente para enfrentar o desafio e encarar mais essa! A decisão tinha que ser tomada no dia anterior ao passeio, pois se o fizéssemos, além de ter que ser agendado com antecedência, teríamos que participar de um treinamento oferecido na base (central de reservas) que fica no centro de Bonito. Após alguns minutos de indecisão, optamos por fazer este que é considerado uma das maiores aventuras do Brasil e na mesma hora fomos conduzidos diretamente para a base para efetuarmos as reservas. Lá recebemos todas as instruções de segurança que envolve o passeio, treinamos o rapel em ascensão e nos familiarizamos com os equipamentos que iriam ser utilizados na aventura.

O Abismo Anhumas fica a 23 km de distância de Bonito e às 7h da manhã do dia seguinte estávamos no portão da fazenda. Deixamos o carro logo que entramos na propriedade e de lá fizemos uma caminhada breve até chegar a uma pequena fenda no chão. Depois de devidamente equipados e de superar o terrorismo (brincadeiras) realizado pelos monitores, tomamos coragem e começamos a descida literalmente negativa. Para chegar até o fundo da caverna, são 72 m de descida vertical, e só é possível utilizando a técnica de “descida em corda”, popular RAPEL. No começo do trajeto a passagem entre as pedras é muito estreita, e nesse percurso tem que ter um cuidado imenso para não se machucar e estragar a aventura. Já se deu conta da altura do buraco? Pra vocês terem uma referência mais exata, é o equivalente a um prédio de 30 andares (coisa pra dedéu).

 Preparando para descer…

Demoramos aproximadamente 5 minutos para descer tudo. Terminado o rapel, firmamos os pés num deck flutuante construído sobre um lago de águas cristalinas do tamanho de um campo de futebol.  Em profundidade, este mesmo lago atinge 80 metros. Ali sim a gente pode ter a real noção do quão grandioso é o Abismo. O turista que não quer fazer o mergulho autônomo pode entrar na água e fazer uma flutuação por entre os cones submersos que foram formados há milhares de anos, ou passear de bote e conhecer de perto os imensos espeleotemas que foram caprichosamente esculpidos pela natureza.


Se vocês repararem bem na foto, vão localizar 2 pontinhos (bem pequenos) azuis na lateral inferior esquerda… eram 2 pessoas subindo pelo rapel… aqui dá pra ter uma boa idéia da grandiosidade do buraco.

A paisagem lá em baixo é super 10. De tirar o fôlego! A cor da água então…


Já para os mergulhadores certificados (como nós), a possibilidade de submergir em uma caverna alagada e contemplar uma paisagem de cones submersos, é surreal. A temperatura da água é de 18ºC e a profundidade do mergulho atinge os 18 metros. Foram 30 minutos de uma emoção inexplicável. A visibilidade é de 30m, mas em certos pontos a lanterna fez-se necessária por causa da escuridão, e lá em baixo, além da sensação espacial, encontramos ossadas de veado e tamanduá bandeira repousando ao fundo. Vida aquática não existe… Apenas alguns minúsculos peixinhos que vivem à flor da água graças à pequena incidência de luz da superfície pelas fendas do abismo. Mas a caverna é bem escura, e por incrível que pareça, nem morcegos nela habitam.

Floresta de cones submersa.

Ossada de Tamanduá Bandeira repousando ao fundo do lago.

Terminado o mergulho, embarcamos no bote e com a companhia do monitor Aladdin, fomos fazer uma mini-expedição, com riquíssimas informações sobre a história e tudo mais que possa envolver a estrutura do local. Depois de todo o fascínio conquistado, era hora de voltarmos à superfície.Diz o ditado que tudo que sobe tem que descer. Ali ele funciona ao contrário, tudo que desce tem que subir, e pela corda! O que demoramos 5 minutos pra descer e levamos aproximadamente 25 minutos para subir. Mas o rapel em ascensão foi mais fácil do que eu imaginava. Confesso que um pouco exaustivo, mas a paisagem e a imensidão do abismo compensam qualquer esforço. Hipnotizante e mágico. Como os monitores mesmo dizem: “Abismo Anhumas, quem foi quer voltar. Quem não conhece, agora já sabe o que está perdendo”.

Observações importantes:
»
Apenas 16 pessoas podem visitar o Abismo por dia. Então agende seu dia com antecedência.
» Apenas 4 pessoas podem fazer mergulho autônomo por dia. O mergulho deve ser agendado à parte do rapel pela operadora local: Bonito Scuba
» O passeio não oferece transporte nem alimentação. Então leve consigo uma barrinha de cereais, ou um chocolate para repor as energias da descida ou do mergulho.
» Água ou Gatorade para hidratar.
» Use roupas adequadas como:
Uma calça maleável (calça de ginástica) ou bermuda comprida,
Uma camiseta mais comprida (com manga) e um agasalho, pois lá em baixo é frio.
Botas ou tênis fechados e o mais importante, meias longas, porque a corda rala mesmo a perna na ascensão.
» A máquina fotográfica. Mas lembre-se de usar ISO 400 ou mais sensível à luz.

29 Comentários 17 de outubro de 2008

Sucuri (rio) abaixo!

Logo que acabou o passeio à Gruta do Lago Azul, fomos para o receptivo do Rio Sucuri. Essa era nossa primeira flutuação, estávamos bem ansiosos e um pouco apreensivos, pois o frio não dava trégua. Ao chegar à fazenda, por volta das 11h30min da manhã, fomos recebidos pelos funcionários que nos passaram todas as informações necessárias sobre a flutuação. Colocamos nossos nomes na lista para podermos ser separados em grupos e assim manter a organização local. Com tudo organizado e horário de flutuação definido, fomos relaxar pela propriedade e almoçar a famosa “comida típica de fazenda” oferecida no restaurante da própria.

Como vocês já devem ter ouvido falar, a maioria dos atrativos turísticos localiza-se em propriedades particulares aos arredores de Bonito, digo fazendas. Essas fazendas estão bem estruturadas para receber turistas, mas engana-se quem pensa que a única atividade econômica é o turismo. Nessa região do Mato Grosso do Sul a pecuária é predominante, assim como a agricultura e extração do calcário calcítico. Feliz daqueles que têm em suas terras um olho d’ água, ou uma nascente, pois além do gado, o turismo pode virar uma fonte de renda bem interessante. E é isso que aconteceu com a fazenda São Geraldo. Ela possui 8.405 há (que é terra pra dedéu), e um rio chamado “Sucuri” extremamente cristalino em sua propriedade. Já imaginou quanto boi dá pra criar? E além deles poder explorar o turismo como renda? Uau!!

Voltando ao itinerário, a comida estava simplesmente divina, perfeita para a ocasião.  Mas o frio e o dia nublado já estavam fazendo com que muita gente desistisse de entrar na água. Mas ir até lá e não fazer a flutuação, era inadmissível. Ignoramo-os e nos ajeitamos pra começar a jornada. Primeiro você se equipa com todos os apetrechos necessários: roupa de neoprene, colete de salva-vidas, botinhas, máscara e snorkel. Máquina fotográfica na mão e uma toalha (pra não passar frio na volta) e lá fomos nós subir no caminhão que levou o grupo até o começo da trilha. De lá foram aproximadamente 30 minutos de caminhada na mata ciliar que inclui passadas em mirantes elevados sobre águas cristalinas, para admirar as nascentes e olhos d’ água que vão desaguar no rio Sucuri mais abaixo. Depois da leve caminhada, chegamos à plataforma onde recebemos as últimas instruções de flutuação e cuidados que devíamos ter pra não danificar nada ou mesmo prejudicar a flutuação dos outros levantando o fundo ao nadar. Chegara à parte aquática (mais esperada) do passeio! Confesso que foi difícil se acostumar com a água gelada no começo, mas ao colocar a cabeça dentro dela e perceber que simplesmente estávamos desfrutando de um gigante aquário natural, me senti como um peixe e esqueci mais uma vez do frio. Foi mais ou menos 50 minutos de flutuação rio abaixo, ou seja, 1900 metros de percurso com uma leva correnteza que elimina qualquer esforço aeróbico. Cruzei as pernas e deixei a correnteza me levar por todo o trajeto. Dava pra ouvir, além do som do rio e da água, os pássaros e eventuais bichos nas encostas do rio. A vegetação subaquática desse lugar dá inveja em qualquer aquário caseiro, é simplesmente desenhada para o lugar. A visibilidade é perfeita, graças à composição calcária das rochas onde nasce o Rio Sucuri. Peixes como as piraputangas, curimbas, piaus, cascudos e dourados, fazem do rio um espetáculo aquático à parte.

Durante toda a descida, fomos acompanhados por um bote de apoio, e espalhados pelo percurso alguns decks e saídas de emergências caso fosse necessário. Ao final da flutuação, o carro aguardava para levar o grupo todo de volta ao receptivo. Na chegada à fazenda a troca de roupa fez-se necessária e naquela ocasião muito importante, pois depois de 50 minutos dentro da água (gelada), eu já estava ROXA! O local possui toda a infra-estrutura necessária, de vestiários à banheiros e o mais importante, e que foi essencial pra fechar o passeio com chave de ouro: uma lareira e alguns goles de Taboa. Que delícia, esse clima natureza-fazenda-caseira é apaixonante, ou será que eu ando curitiboca-urbana demais? Sinto uma falta do mato…


Preparatórios…


Chegada do grupo ao começo da trilha, de carro.


A trilha…


O olho d’água do rio Sucuri.


Começo da flutuação…


Piraputangas… os rios estão cheio delas…


O bote do apoio…

16 Comentários 14 de outubro de 2008

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