Recoleta: uma Praça, uma Igreja e um Cemitério!

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Lindos por sinal. Mas o que é isso Carol (?!?), hã (?!?) achar um cemitério lindo é um tanto esquisito, não? 😆

Pior é que não existe outro substantivo que se encaixe melhor! Esse cemitério é o mais “majestuoso” que já visitei. Quando falamos “cemitério” geralmente pensamentos mórbidos passam por nossas cabeças, mas esse lugar é um tanto diferente. Suas tumbas e túmulos (bem antigos por sinal) são de uma beleza arquitetônica única (pra quem gosta de arquitetura funerária, claro). Todo o cemitério é emoldurado com esculturas voluptuosas e imponentes, verdadeiras obras de arte ao ar livre. A  área comum é impecavelmente limpa e bem arborizada. A maioria dos mausoléus estão bem conservados, outros nem tanto… É comum ver tumbas com portas de vidros e caixões expostos dentro, um tanto esquisito, mas por incrível que pareça, nada assustador. Não sei se era eu que estava muito bem resolvida no dia, mas gostei muito de ter ido lá.

A entrada é gratuíta. Eu comprei um mapinha do cemitério por 8 pesos. O legal de ter o mapa na mão é poder identificar as tumbas e seus respectivos moradores (?). Muita gente importante está enterrada ali, como Evita Perón e sem dúvidas esse é o local mais procurado pelos turistas. Na verdade não é preciso comprar o mapa para encontrar seu túmulo, basta seguir o fluxo dos turistas e voilá, chega-se lá rapidinho.

Além dos que se foram, outros que “descansam” nesse cemitério são os gatinhos (bichanos mesmo) que adoram tirar uma soneca em cima dos mausoléus e até já fazem parte da paisagem e dos cliques dos turistas. Agora só não me perguntem do que eles se alimentam que eu não quero pensar besteira 🙂

Ao lado do cemitério da Recoleta está a Basílica Nuestra Señora del Pilar. Vale a pena uma visita para conhecer um pouco da arquitetura e de suas obras de arte barroca, como o Altar Maior e a imagen da Virgem del Pilar.

Em frente à Igreja uma agradável praça para passear…

Para entender um pouco da história da Recoleta:
No início do século XVIII, depois de muitos “cambios” de terras e de proprietários, um dos lotes foi doado aos Padres Recoletos Descalços da congregação Franciscana. O nome do bairro surgiu por causa do convento e da Igreja Nuestra Señora del Pilar, que os padres construiram no local. En 1821, os Padres foram expulsos e a igreja ficou fechada por vários anos. Durante esse período foi que surgiu no antigo jardim da Igreja, o cemitério da Recoleta.  Em 1936, o Papa Pío XI, elevou a igreja a categoria de Basílica. Em 1942, foi declarado monumento histórico nacional.

Conheça a Carol Wieser

Carol Wieser escreveu 165 posts para o TRAVEL FOREVER.

Criadora e editora do blog, adora colocar os pés na estrada! Está sempre planejando uma nova viagem. Sua Bucket List é enorme (e azul), dificilmente irá conhecer todos os destinos que deseja, mas continua esperançosa!

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10 Responses

  1. Margarida 24 de fevereiro de 2011 às 16:13

    Carol

    Na última vez que estive em Viena também visitei o Cemitério Central onde estão muitos dos grandes compositores da história como Beethoven , Strauss e muitos outros.Também tem um mapa de localização , jardins cuidadosamente conservados e uma capela central incrível!

    Agora em Aberdeen na Escócia vimos um completamente original… serve de jardim público ( com bancos para descansar e tudo!) e ponte de passagem de uma avenida para outra… cada povo tem o seu próprio modo de lidar com assuntos como este…

    Beijocas

    Responder
  2. Claudia Liechavicius 1 de março de 2011 às 18:25

    Carol!

    Esse cemitério da Recoleta me dá certo desconforto. Acho um programa estranhíssimo. Tento entrar e sempre acho esquisito. Não consigo passar do portão. Mas, o resto todo de Buenos Aires eu adoro desbravar.

    Beijo

    Claudia

    Responder
  3. Alexandre Costa 18 de março de 2011 às 11:15

    Oi Carol! Belo post sobre a Recoleta! Adorei as fotos!

    Estive em BsAs em duas ocasiões e fiquei hospedado na Recoleta. Acho que o melhor lugar pra acordar em BsAs. Mas tenho que confessar que nunca fui ao Cemitério. Na primeira viagem estava em apto a um quarteirão de lá e sempre deixava pra conhecer depois. A viagem acabou e, de tanto deixar pra depois, fui embora sem entrar lá. Na segunda viagem estava em outro apto, um pouco mais distante, mas no dia que estava indo ao cemitério, final da tarde, caiu uma tempestade! A chuva não parou e o cemitério fechou. Ficou novamente pra próxima viagem.

    Um abraço!

    Responder
    • Carol Wieser 18 de março de 2011 às 11:44

      Alexandre,
      Que pena que não pode conhecer o cemitério!
      Digamos que é um passeio beeeeeem diferente, um tanto esquisito, mas vale a visita.
      Obrigada pelo comment, e coloquei seu link no blogroll!

      Keep in Touch
      😉

      Responder

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