Caminhada Histórica em Fernando de Noronha

Posted by & filed under AMÉRICA DO SUL, BRASIL, Fernando de Noronha, Pernambuco.

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Pois é, depois de molhar MUITO nossas escamas nas águas de Noronha, e de falar MUITO sobre mar, peixinhos, tartarugas, golfinhos e mergulhos por mais de XX vezes (quantas posts mesmo???), vou finalmente colocar aqui um pouco da história de Fernando de Noronha. Para conhecer os pontos históricos da ilha, o ideal é fazer uma pequena trilha que nos leva aos principais sítios históricos, museus e ruínas de antigas fortificações. Essa caminhada é vendida pelas operadoras locais, e muitas vezes inclusa nos pacotes fechados, mas sinceramente, é tão gostosa de fazer por conta própria e tão fácil que, NÃO vale a pena comprar. A não ser que você prefira acompanhamento de guia, mas todos os pontos que possuem alguma história na ilha estão identificados com placas auto-explicativas.

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Antes de tudo, preciso que vocês entendam um pouco da história, claro, se vocês tiverem paciência de ler, segue abaixo:

Em decorrência da sua posição geográfica, Fernando de Noronha foi uma das primeiras terras localizadas no Novo Mundo. Em 1503, Américo Vespúcio chegou à ilha numa expedição financiada pelo fidalgo português Fernão de Noronha, que acabou dando origem ao nome da ilha. Suas terras foram disputadas no século XVII por holandeses (que a chamaram “Pavônia”) e no século XVIII por franceses (que a rebatizaram de “Ile Delphine”). As invasões motivaram a definitiva ocupação por Portugal, através da Capitania de Pernambuco, a partir de 1737, sendo construído o sistema defensivo com dez fortificações, o maior sistema fortificado do século XVIII no Brasil, dentre os quais a Fortaleza de N.Sª dos Remédios. Hoje boa parte do sítio histórico está destruída, apenas uma está relativamente inteira: a Fortaleza de Nossa Senhora dos Remédios e a Igreja no centro. Depois o Arquipélago transformou-se num Presídio Comum, para presos condenados a longas penas. Foram esses presidiários que ergueram todo o patrimônio edificado e o sistema viário que interliga vilas e fortes. O cruel regime possuía solitárias e leitos de pedra, nos quais o prisioneiro mal podia se virar de lado. Tornou-se Território Federal em 1942. Em 1988 foi reanexada ao estado de Pernambuco.

A Vila dos Remédios é o ponto inicial da caminhada. Como já estávamos hospedados nela, pra nós foi fácil começar. Logo na descida da ladeira você avista o Palácio São Miguel (1947), construído pouco depois da ilha se transformar em base militar americana durante a segunda guerra mundial. Hoje é a sede administrativa. Dali, a poucos passos você chega ao centrinho da Vila dos Remédios, onde está a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios (1772). Em seu arredor tem ruínas dos tempos presidiários de Noronha como a Aldeia dos Sentenciados. Depois uma breve visita ao museu. Mais adiante está a Fortaleza de N.Sª dos Remédios (1937), uma breve subida e como todo bom Forte, além do apelo “histórico”, a paisagem é estonteante. Um belo mirante que separa o Morro do Pico de um lado e a Enseada do Porto do outro. Como já havia falado, no início deste post, a Fortaleza é um dos únicos pontos que ainda permanece mais bem conservado. Os restantes dos sítios estão em ruínas mesmo. Uma pena.

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Palácio São Miguel (1947)

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Igreja de Nossa Senhora dos Remédios (1772)

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Aldeia dos Sentenciados

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Fortaleza de Nossa Senhora dos Remédios

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Então, esses são os principais pontos históricos da caminhada, porém se você esta com vontade de prosseguir siga pela trilha da praia do Cachorro, Meio e Conceição. No Cachorro ainda é possível ver alguns sítios históricos como o Forte Sant’Anna e a bica do Cachorro. Se você não quiser, curta o pequeno centro da Vila, como as lojinhas de artesanatos, correio, banco, restaurante…

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Loja de Artesanato local

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Conheça a Carol Wieser

Carol Wieser escreveu 150 posts para o TRAVEL FOREVER.

Criadora e editora do blog, adora colocar os pés na estrada! Está sempre planejando uma nova viagem. Sua Bucket List é enorme (e azul), dificilmente irá conhecer todos os destinos que deseja, mas continua esperançosa!

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18 Responses

    • Carol Wieser | Trave 20 de maio de 2009 às 19:18

      Margarida,

      Procurei no google sobre Lamego e a Igreja e achei!! Achei lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Vai dizer que você subiu todas aquelas escadas no dia do seu casamento??
      Nossa… linda mesmo. Muito mais bela que a nossa de Noronha.

      Obs: Cada dia que troco mensagem com você, aumenta um dia no meu roteiro à Europa. Que coisa! No final do ano, vou ter que fazer as contas de quantos dias irei ficar.

      Beijos

      Responder
  1. Ricardo A. 12 de maio de 2009 às 1:43

    Suas fotos ficaram lindas! Apesar de nunca ter parado pra ir atrás, é a 1ª vez que vejo fotos de Noronha que não seja só o mar, adorei essas fotos, mas a ilha parece ter um ar de antiga, como se tivesse ficado parada no tempo.

    Quando vou ver alí do lado as categorias: Maranhão – São Luís – Lençóis Maranhenses? =) Precisa vir conhecer! E se quiser, qualquer coisa, estamos aqui.

    Beijo

    Responder
  2. Margarida 12 de maio de 2009 às 15:23

    Gostei muito desta parte histórica…pra variar dos peixinhos…hehe
    Também gostei muito de saber que aí tão longe tem uma igreja com o nome de Igreja de Nossa Senhora dos Remédios,que é exactamente o nome da igreja mais famosa da cidade onde vivem os meus pais.Foi nessa igreja que fica no alto de uma escadaria com centenas de degraus que eu casei com o maridão há um século atrás…hehe
    Quando vier cá a Portugal vou levá-la pra conhecer essa outra igreja com o mesmo nome da de Noronha! :-)

    Beijos

    Responder
  3. Margarida 15 de maio de 2009 às 12:17

    O nome da cidade onde os meus pais vivem e que tem a Igreja com o mesmo nome é Lamego, e fica bem perto do Rio Douro no Norte de Portugal!
    Quando vc vier vou-lhe mostrar também aquela região que além de ser a mais bonita do país é classificada como Património Mundial pela Unesco!
    Vem com tempo tá!! :-)

    Beijos

    Responder
  4. Leonardo 27 de agosto de 2010 às 9:03

    Oi Carol,

    Vale mais a pena comprar mascara´, snokel e pé de pato ou alugar?

    Gostaria de saber deste detalhe um pouquinho mais.

    Abraços

    Leonardo

    Responder
    • Carol Wieser 29 de agosto de 2010 às 17:11

      Leonardo,

      Depende… você sempre costuma fazer mergulho livre?
      Um Kit de snorkel, marcara e nadadeiras (de boa marca), custa a partir de R$ 120,00. Acho que só vale a pena o investimento se você gosta de mergulhar e faz isso com uma certa frequência, senão é mais vantagem alugar mesmo…

      Abs,

      Responder
  5. Carol Wieser | Trave 13 de maio de 2009 às 9:26

    Oi Patricia,

    Dessa vez procurei ser mais específica nas minhas postagens sobre Noronha. Em geral a gente encontra conteúdo muito vago na web sobre os passeios disponíveis e também da história do lugar. Tá certo que foi um resumo do resumo "história" de Noronha, mas acho que é o suficiente para as pessoas verem que a ilha possui uma tragetória bem interessante!

    E o passeio é bem bonito. Vale a pena.

    Beijos

    Responder
  6. Carol Wieser | Trave 13 de maio de 2009 às 10:22

    Oi Ricardo!

    Primeiro quero agradecer a visita. Espero encontrar você mais vezes por aqui!!!

    Pois é… Noronha é linda por cima e por baixo da água. Realmente existe pouco conteúdo histórico sobre noronha na net. Acho que o pessoal acaba esquecendo esse lado "terrestre" quando vai pra lá e muitas vezes nem lembra de visitar os sítios históricos da ilha. Uma pena! Mas é super interessante.

    Sobre os Lençóis, já está nas wishlist faz tempo… mas ainda nao consegui me programar para ir. Tem tanta coisa que quero conhecer que fico perdida nas escolhas. Mas um dia irei e pedirei sua ajuda. ;)

    Abs,

    Responder
  7. Carol Wieser | Trave 13 de maio de 2009 às 10:26

    Camila,

    Existe e é lindo. Sempre quando visitos lugares históricos fico imaginando como era na época que aconteceu… Olhar para baixo e só ver praia, areia, sem construções, sem interferência humana (ou muito pouca) e o trabalhão que deu construir todos esses fortes e ladeiras feitos com pedras, os canhões… vixi! Como eles sofriam naquela época… mas é fascinante viajar no tempo.
    Xiiii viajei……

    beijos

    Responder
  8. Carol Wieser | Trave 13 de maio de 2009 às 10:40

    Oi Margarida!

    Que coincidência sobre o nome da Igreja, será que Fernão de Loronha não era da cidade onde seus pais vivem?
    Já pensou que coincidência? Podemos investigar… Mas que história legal… agora vc exagerou quanto ao século (hehehe).

    Quero conhecer sim a Igreja… agora me diga uma coisa… Você já viu o tamanho da lista de lugares que você vai ter que me levar conhecer quando eu for pra ai??? Vou cobrar ein! :)

    Super beijocas

    Responder

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