Atalaia Trekking (Trilha do Atalaia) Noronha

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Viagem quase chegando ao fim e tínhamos ainda um passeio MUITO importante a ser feito: a tão famosa Trilha do Atalaia. Na minha primeira visita a Fernando de Noronha em 2005, a praia do Atalaia era facilmente acessada de carro. Na época havia uma estrada “lateral” ao Sueste onde todos os carros faziam fila e conforme a liberação do IBAMA, a gente ia entrando na praia. Dependendo do fluxo de turistas a fila chegava a demorar quase 2 horas (UI!). Depois de liberada a entrada, estacionávamos o carro lá em cima e descíamos uma breve trilha a pé até chegar a praia.

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Clique e veja as rotas das trilhas acima (Mapa: Google Maps)

Hoje em dia o esquema é diferente: pernas pra que te quero! Só é possivel chegar ao Atalaia por 2 opções de trilhas disponíveis: a menor (+ fácil) e não muito divulgada e a maior (+ difícil). A FÁCIL é moleza, uma trilha que sai atrás da Vila do Trinta e leva em torno de 30 minutos de caminhada até a praia do Atalaia, nível leve. A difícil é MUITO mais longa e se chama Trilha da Pontinha, que sai da Enseada da Caieira até a Praia do Atalaia e o trajeto leva em torno de 4-5 horas, mais ou menos 4 km de caminhada sobre pedras soltas, caminhos de terra, falésias e mirantes magníficos. O nível de dificuldade é alto e o IBAMA até um tempo atrás fazia com que você assinasse um termo de responsabilidade dizendo que você estava em plena condiçõoes de encará-la (vai que acontecesse alguma coisa 😕). A trilha tem que ser feita com um Guia cadastrado e o valor do passeio custa em torno dos R$ 35,00 – 55,00. Mas vale muito a pena o esforço e o investimento.

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Fizemos a trilha mais longa (alguém tinha alguma dúvida?) só que ao inverso. Como nos dias que estavamos lá o mar tava meio estranho, a tábua da maré reagiu da mesma forma. Tivemos que sair por volta das 11h da manhã e ir direto ao Atalaia, pois além do fator maré, não poderíamos correr o risco de ficar sem a flutuação por conta do número de pessoas permitido pelo IBAMA por dia que não ultrapassa a cota dos 100. Saímos da Vila dos Trinta e em 30 minutos chegamos à Atalaia. Lá tivemos que esperar nossa vez pra entrar na piscina natural, onde o IBAMA controla o tempo dentro da água. A lei por lá é a seguinte: Nada pode. Não pode ficar mais do que 20 min na água, não pode usar nadadeira, não pode ficar de pé, não pode tocar nos corais, muito menos nos peixinhos, não pode entrar com protetor solar nem fazer xixi na água. Mas respirar (ufa) pode, e usar marcara e snorkel também (nao esqueça de levar)!!!

Aproveite bem, esses 20 minutos passam tão rápido, mas tão rápido que mal e mal dá pra dar uma voltinha completa… A piscina é linda, mas se você já faz scuba dive, não vai ter muita graça não. Mas de qualquer maneira é uma experiência digamos divertida e ligth. Tivemos uma surpresa super agradável, a felicidade de encontrar com um filhote de tubarão preso na piscina. Já ganhei meu dia ao conseguir a foto abaixo…

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 (mini mini mini moréia)…

Dica: Ao ouvir o apito do fiscal do IBAMA não se enrole muito, saia da água rápido pois corre o risco de você levar uma bela mijada!!

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E lá fomos nós encarar o restante da caminhada. Voltamos ao trajeto que descemos até chegar na bifurcação que leva a Trilha da Pontinha. O interessante é que em todo trajeto de caminhada a vegetação é rasteira e seca. Na verdade toda a vegetação de Noronha é mais parecida com a do Agreste Nordestino do que de uma praia litonânea. Nessa trilha a gente pode observar o xique-xique, cactus que preferem rochedos próximos ao mar (espertos eles não?). Ao caminhar podemos perceber o quão a ilha é grandiosa. Os paredões e a violência do mar-de-fora batendo contra as rochas dá uma sensação de impotência, nessas alturas a gente se sente tão pequenos como uma formiguinha na ponta do penhascos. A paisagem é exuberante, o contraste do solo vulcânico com o azul do mar emoldurado entre piscinas naturais que se formam nas encontas deixam qualquer um de boca aberta. E assim vai a caminhada, sobe e desce, passando por mirantes, da Pedra Alta, Pontinha, falésias e vista para Pedras Secas, Caverna do Capitão Kid, mergulhos em aquários naturais, caminhada de 800 metros e cima de pedras até chegar à enseada da Caiera. Não considero 4 km uma distância absurda, mas a a trilha cansa um pouco sim, pois além de toda a maratona, a gente ainda bate um bocado de perna dentro da água para ver os peixinhos.

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No final ainda tivemos a felicidade de poder dar algumas sardinhas às Fragatas e Atobás que estavam ali na praia. Tinha um pessoal pescando e nos cederam algumas sardinhas para alimentar os bichinhos. O problema foi que uma das fragatas errou o alvo, e ao invés de pegar a sardinha bicou meu dedo 😡 …pena que como elas eram muito rápidas não conseguimos registar o momento.

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Clássica MNB, na enseada da Caiera.

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Pronto, terminado a trilha. Saímos atrás do posto de gasolina de Noronha e voltamos pra pousada de Bugue (ainda bem que era de Bugue, pois acho que não aguentaria caminhar mais nenhum km).

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Conheça a Carol Wieser

Carol Wieser escreveu 165 posts para o TRAVEL FOREVER.

Criadora e editora do blog, adora colocar os pés na estrada! Está sempre planejando uma nova viagem. Sua Bucket List é enorme (e azul), dificilmente irá conhecer todos os destinos que deseja, mas continua esperançosa!

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15 Responses

  1. Camila 23 de abril de 2009 às 15:14

    Com certeza a trilha vale a pena, Carol! Eu não sou muito esportista, sou até bem sedentária, mas acho que as trilhas tornam os passeios mais legais. Geralmente as paisagens que vemos no caminho e as surpresas que encontramos no trajeto são imperdíveis!

    Beijos!

    Responder
  2. Margarida 24 de abril de 2009 às 15:26

    Carol

    Vou ter que duvidar da " felicidade " de encontrar um tubarão na água…mesmo sendo filhotinho…hehe 😉
    A minha foto preferida é a última,com aqueles patos? ou espécie de patos… 🙂 mas todas as outras tb estão lindérrimas!

    beijos

    Responder
  3. Vida de Turista 24 de abril de 2009 às 18:00

    Olá Carol,
    Fernando de Noronha é muito show..
    Fauna, flora, praia, trilhas…
    Opções perfeitas pra turista nenhum colocar defeito..
    Assim como você, também estive atarrefado de coisas do trabalho, da pós e outras atividades que também tive que deixar o blog de lado, assim como postar no blog de amigos..
    Afinal, quem não anda ocupado hoje em dia, não é verdade?
    Mas espero que você volte com tudo com seus posts que considero um dos melhores conteúdos de lugares turísticos na internet pelo fato de colocar experiência, opinião, várias fotos e descrições dos locais..
    Abraço..

    Responder
  4. Margarida 25 de abril de 2009 às 16:17

    Carol

    Sou muito ignorante em matéria de natureza…mas pelo menos sabia que aqueles bichinhos tão engraçados eram AVES…hehe…agora graças a vc fico tb a saber que se chamam Atóbas!!

    Beijos
    Ps: mas continuo a pensar que são meio parecidos com os patos…hehe 🙂

    Responder
  5. Rubens 8 de janeiro de 2010 às 7:42

    Fui a ilha em novembro/09.Primeira vez.

    Muito linda, porém há alguns poucos pontos negativos.

    Reservei, dois meses antes, por telefone um quarto na pousada domiciliar da D.Maria de Gouveia na Vila dos Remédios. Quando lá cheguei, cadê!? não tinha reserva.

    Perdi um tempão procurando outro local e com a ajuda de um pernambucano surfista, o Michel encontrei uma pousada boa com vaga, mas acabei pagando mais.

    O mergulho autônomo é caríssimo para o serviço prestado. Os pontos de mergulho são próximos e não servem nem lanchinho no intervalo.Infelizmente a água estava mexida, mesmo assim foi o melhor mergulho que fiz até hoje no Brasil.

    Vi bastante lixo próximo ao mirante do francês.

    O acesso as praias mais distantes é péssimo.Aluguei um buggy para conhecer a ilha.

    A ilha é bacana, mas a considero como a ilha do NÃO, não pode isto, não pode aquilo ( No Caribe paga-se mais barato é tão bonito quanto ou mais e não tem tanta babaquice) e a ilha dos casais ( fui sozinho, mas conheci casais super legais).

    Líquidos para beber no geral são muito caro.(Levei de Natal 8 L de água mineral).

    Cerveja, só encontra a horrível Skol. Bebi só caipifruta.

    Mas pontos positivos prevalecem.

    Comida é boa.No cantinho da Paz, na pça Flamboyan, tem a melhor tapioca e caldo de feijão da ilha.

    Nativos super receptivos.

    A barraca da Raquel na praia do porto é melhor ponto para se conhecer as pessoas da ilha. Outros locais só tem turistas.

    A trilha da pontinha ( longa) de nível 2 de dificuldade, achei cara, mas valeu a pena.

    Retornarei este ano, agora com bizus da ilha.

    Responder

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