Rio Sucuri abaixo!

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Logo que acabou o passeio à Gruta do Lago Azul, fomos para o receptivo do Rio Sucuri. Essa era nossa primeira flutuação, estávamos bem ansiosos e um pouco apreensivos, pois o frio não dava trégua. Ao chegar à fazenda, por volta das 11h30min da manhã, fomos recebidos pelos funcionários que nos passaram todas as informações necessárias sobre a flutuação. Colocamos nossos nomes na lista para podermos ser separados em grupos e assim manter a organização local. Com tudo organizado e horário de flutuação definido, fomos relaxar pela propriedade e almoçar a famosa “comida típica de fazenda” oferecida no restaurante da própria.

Como vocês já devem ter ouvido falar, a maioria dos atrativos turísticos localiza-se em propriedades particulares aos arredores de Bonito, digo fazendas. Essas fazendas estão bem estruturadas para receber turistas, mas engana-se quem pensa que a única atividade econômica é o turismo. Nessa região do Mato Grosso do Sul a pecuária é predominante, assim como a agricultura e extração do calcário calcítico. Feliz daqueles que têm em suas terras um olho d’ água, ou uma nascente, pois além do gado, o turismo pode virar uma fonte de renda bem interessante. E é isso que aconteceu com a fazenda São Geraldo. Ela possui 8.405 há (que é terra pra dedéu), e um rio chamado “Sucuri” extremamente cristalino em sua propriedade. Já imaginou quanto boi dá pra criar? E além deles poder explorar o turismo como renda? Uau!!

Voltando ao itinerário, a comida estava simplesmente divina, perfeita para a ocasião.  Mas o frio e o dia nublado já estavam fazendo com que muita gente desistisse de entrar na água. Mas ir até lá e não fazer a flutuação, era inadmissível. Ignoramo-os e nos ajeitamos pra começar a jornada. Primeiro você se equipa com todos os apetrechos necessários: roupa de neoprene, colete de salva-vidas, botinhas, máscara e snorkel. Máquina fotográfica na mão e uma toalha (pra não passar frio na volta) e lá fomos nós subir no caminhão que levou o grupo até o começo da trilha. De lá foram aproximadamente 30 minutos de caminhada na mata ciliar que inclui passadas em mirantes elevados sobre águas cristalinas, para admirar as nascentes e olhos d’ água que vão desaguar no rio Sucuri mais abaixo. Depois da leve caminhada, chegamos à plataforma onde recebemos as últimas instruções de flutuação e cuidados que devíamos ter pra não danificar nada ou mesmo prejudicar a flutuação dos outros levantando o fundo ao nadar. Chegara à parte aquática (mais esperada) do passeio! Confesso que foi difícil se acostumar com a água gelada no começo, mas ao colocar a cabeça dentro dela e perceber que simplesmente estávamos desfrutando de um gigante aquário natural, me senti como um peixe e esqueci mais uma vez do frio. Foi mais ou menos 50 minutos de flutuação rio abaixo, ou seja, 1900 metros de percurso com uma leva correnteza que elimina qualquer esforço aeróbico. Cruzei as pernas e deixei a correnteza me levar por todo o trajeto. Dava pra ouvir, além do som do rio e da água, os pássaros e eventuais bichos nas encostas do rio. A vegetação subaquática desse lugar dá inveja em qualquer aquário caseiro, é simplesmente desenhada para o lugar. A visibilidade é perfeita, graças à composição calcária das rochas onde nasce o Rio Sucuri. Peixes como as piraputangas, curimbas, piaus, cascudos e dourados, fazem do rio um espetáculo aquático à parte.

Durante toda a descida do Rio Sucuri, fomos acompanhados por um bote de apoio, e espalhados pelo percurso alguns decks e saídas de emergências caso fosse necessário. Ao final da flutuação, o carro aguardava para levar o grupo todo de volta ao receptivo. Na chegada à fazenda a troca de roupa fez-se necessária e naquela ocasião muito importante, pois depois de 50 minutos dentro da água (gelada), eu já estava ROXA! O local possui toda a infra-estrutura necessária, de vestiários à banheiros e o mais importante, e que foi essencial pra fechar o passeio com chave de ouro: uma lareira e alguns goles de Taboa. Que delícia, esse clima natureza-fazenda-caseira é apaixonante, ou será que eu ando curitiboca-urbana demais? Sinto uma falta do mato…


Preparatórios…


Chegada do grupo ao começo da trilha, de carro.


A trilha…


O olho d’água do rio Sucuri.


Começo da flutuação…


Piraputangas… os rios estão cheio delas…


O bote do apoio…

Conheça a Carol Wieser

Carol Wieser escreveu 165 posts para o TRAVEL FOREVER.

Criadora e editora do blog, adora colocar os pés na estrada! Está sempre planejando uma nova viagem. Sua Bucket List é enorme (e azul), dificilmente irá conhecer todos os destinos que deseja, mas continua esperançosa!

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16 Responses

  1. Luisa 14 de outubro de 2008 às 5:30

    Oi Carol

    Eu nao fiz o Rio Sucuri, sò o Aquario Natural e o Rio da Prata, mas pelo seu relato, as flutuaçoes sao bem parecidas: uma vida aquatica incrivel, agua fria e comida boa! (Como eu gosto de comida de fazenda! Tao saborosa! Acho que è saudade do arroz e feijao… 🙂 )

    As fotos estao otimas!

    Bjs

    Responder
  2. Carol Wieser | Trave 14 de outubro de 2008 às 8:58

    Luisa,

    E eu fiz o contrário, fiz o Sucuri e o Rio da Prata. Queria muito ter feito o aquário, mas não deu tempo! Mas acredito que o Aquário e o Sucuri sejam bem parecidos mesmo. Já a flutuação do Prata tem um cenário mais natureza morta. Mas todos com são extamente como você descreveu: incríveis.

    Sobre a comida da fazenda… é boa demais.

    Beijos

    Responder
  3. Margarida 14 de outubro de 2008 às 15:13

    Querida Carol

    Adorei as fotos!Estão fantásticas!!
    Acho que também ia gostar muito de mergulhar no meio de todos aqueles peixinhos…a ideia da água gelada é que não me agradou muito…haverá algum local semelhante mas em que a água seja quente…hehe?

    A comidinha caseira da fazenda deve ser uma delícia mesmo…hummmmmm

    Será que se podiam trocar alguns castelos que temos aqui a mais na Europa por alguma dessas fazendas??:-)

    Beijos

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  4. Mirella 14 de outubro de 2008 às 17:19

    Nossa, muito legal!
    A maquina vcs alugaram ou estava inclusa no passeio? POis quando fui a barreira de corais e tirei fotos com aquela camera da kodak, sabe? Nenhuma ficou legal ahaha… tudo bem que o mar estava agitado, mas ficou bem ruim 🙂
    Estou adorando essa expedição por bonito!!!
    Lindo!!!

    Responder
  5. Carol Wieser | Trave 14 de outubro de 2008 às 18:44

    Margarida ,

    Ótima idéia! Podemos sim fazer essa troca. Seria bem interessante trocar uma fazenda por um castelo Austríaco ou similar, já imaginou? Chegar em Bonito (no meio do mato) e dar de cara com um baita castelo… isso seria meio estranho, mas confesso que iria fazer o maior sucesso por aqui. Já pensou? 😕
    Você não quer aproveitar o embalo e trocar um rio por um alpes? Ficaria mais charmoso ainda Bonito… risos.

    Sobre a temperatura da água… água de rio é gelada mesmo!!! E o ano todo! Mas teve um, chamado Rio da Prata (que colocarei mais tarde), que a água é bem agradável, em torno dos 22°C o ano todo. E se tiver sol então… melhora muito!

    Sobre a comidinha de fazenda… é deliciosa, mas dá pra engordar alguns quilinhos com ela.

    Obs: Adorei os smiles 😎

    Beijos

    Responder
  6. Carol Wieser | Trave 14 de outubro de 2008 às 18:56

    Mirella,

    Depois de várias experiências mau sucedidas com câmeras subaquáticas descartáveis, resolvi comprar a minha própria caixa estanque. Essas fotos foram tiradas com ela (Marinepack da Sony N2), mas praticamente todos os passeios em Bonito oferecem o aluguel de máquinas em valores bem acessíveis até, que variam de R$ 15,00 a R$ 30,00. O ideal é alugar no próprio hotel, pois no receptivo dos passeios elas custam mais caro. Mas uma coisa é certa, essas máquinas descartáveis são ruins mesmo, as fotos ficam péssimas, não tem jeito não! Vale a pena alugar uma por lá.

    Beijos

    Responder
  7. Carol Wieser | Trave 15 de outubro de 2008 às 6:31

    Oi Carla,

    O mais engraçado é que geralmente Bonito é quente pra dedéu! Nos que tivemos muito azar em pegar uns dias de frios, e que frio!!! Tudo tava gelado, a temperatura externa, a água do rio….brrrr…. Mas sobrevivemos, e a paisagem é tão deslumbrante que acabamos esquecendo de bater o queixo por alguns minutos.

    Beijos

    Responder
  8. Margarida 15 de outubro de 2008 às 13:31

    Querida Carol

    Lamento imenso mas um Alpe nem pensar!!! Um Palácio,um Castelo,uma Ruína Romana,uma Catedral,um museuzinho,ainda vá…mas um ALPE???? Onde é que eu ia fazer o meu ski???Onde??? Aos Alpes Brasileiros??? É certo que temos cá outras montanhas,e que uma fazendinha faz sempre falta…mas querer logo um Alpe também é demais…o melhor é ficarmos todos como estamos e eu vou aí ver a fazenda e o mato e a Carol vem cá ver o Alpe…e pronto! 😀 😀 😀

    Alpes de beijos…

    Responder
  9. Carol Wieser | Trave 15 de outubro de 2008 às 15:46

    Ahã Margarida!!!!

    Pretensão minha ein?? Querer trazer logo eles…. Não ousaria deixar você minha amiga sem seus queridos alpes e seu lazer de ski. Imagine então o que seria da Austria sem eles pra emoldurar a paisagem… ??? E me arrepia a idéia de ver o Brasil com neve e cheio de turistas vestidos com MUITA roupa para ir esquiar nos alpes do Mato Grosso do Sul. Acho que realmente prefiro ir visitá-los por aí do que trazê-los pra cá. Assim você pode vir para o nosso país, ver os rios e fazendas, e se deliciar com nossas comidas caseiras. Tens razão!! Melhor deixar as coisas como estão!!!

    Beijos Querida. Me diverti muito com seu comentário!!!

    🙂 😉 😀

    Responder
  10. Margarida 16 de outubro de 2008 às 14:36

    Carol

    Ainda bem que a nossa ideia da troca não seguiu em frente! Já imaginou o grave incidente diplomático que causaria a ida do Alpe para o Brasil? Onde é que os Austriacos,Italianos,Franceses, Alemães e Suiços colocariam os seus Chalets??Ufa…só de pensar… 😕

    Mas tenho que concordar que apesar de não querer aí turistas vestidos com MUITA roupa, Neve Grossa do Sul ficava bem engraçado…hehe 😀

    Da comidinha eu nem preciso falar…o Brasil é o país com a melhor comida do mundo!!! Engordei 3 kg da última vez que aí estive e com comida de hotel…imagine se fosse de fazenda…

    E as praias?? 😎

    Mil beijos

    Responder

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