Pantanal: fauna, flora, pescaria e mosquitos!

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E quem disse que pescaria é só coisa de homem?
Pois estou aqui, ou melhor, estive lá (em 2001) pra desmistificar esta lenda pantaneira! Sempre tinha ouvido falar das “famosas” pescarias onde aproximadamente 15 homens se reúnem, alugam um barco e vão passar uma semana no pantanal pescando. Mas o que tem isso de tão especial? Isso também não seria uma boa opção para fazer em família? Porque só homem? É preconceito?

Quebrando a barreira cheiro de cueca misturada com aromático cheiro de peixe, alugamos um barco-hotel para a família e fomos pescar no melhor estilo eco turismo que já havíamos feito. O esquema funcionou da seguinte maneira, de Curitiba à Corumbá (MS) by plane, depois embarcamos no barco-hotel “Arara Pantaneira”, e logo  subimos pelo Rio Paraguai. Viajávamos durante a noite e quando clareava o dia, o barco já estava ancorado e eram os botes menores (de alumínio), que nos levavam para a pescaria. Geralmente uma dupla e 1 piloteiro por bote. A caixa de cerveja não podia faltar e assim começava a rotina diária de pescaria. Mas engana-se quem pensa que isso é a coisa mais chata do mundo. O Pantanal é lindo, e há tantas coisas mais interessantes para olhar que a gente acabava esquecendo da vara de pescar e a piranha, tadinha, ficava fisgada lá por um bom tempo…

São 210 mil quilômetros quadrados de muito verde e água que engloba a Argentina, Bolívia e Paraguai. É a maior planície inundada do mundo e só para você ter uma idéia, são mais de 670 espécies de aves, 245 de peixes, 112 de mamíferos, 50 de répteis e 1500 de vegetais, pense bem, no Pantanal temos mais de 1000 animais diferentes, espalhados. Mais bicho reunido do que o encontrado em um safári. Dá pra ver jacarés, capivaras, onças, araras, cobras, muitos pássaros, lagartos, enfim, pra onde você olha tem bicho e sem deixar de mencionar os mais lembrados de todos: os temidos mosquitos. E são muitos, e são grandes, muito grandes, e chatos, muito chatos. Tive que gastar no mínimo um vidro de repelente por dia e mesmo assim não adiantou. Fui exageradamente e extremamente picada, vocês não tem noção, butucas não se importam com repelente, acho que faz o efeito contrário, atrai! Bom, mas também, não é sempre que se vê carne feminina por essas bandas, então eles tiraram a barriga da miséria.

Depois de pescar umas 15 piranhas e nenhum peixe descente, nada mais justo que voltar à embarcação e provar do melhor caldo (e único) de piranha que já comi! Não imaginava que aquele bichinho carnívoro era tão saboroso. A tarde volta à rotina de passeios, pesca e se você der sorte: pacu, dourado e tucunaré. Eu fisguei um belo “douradinho” que nos rendeu um bom jantar. Aliás, o barco era muito bem estruturado, e além da comida deliciosa, as acomodações possuíam ar condicionado e tinham banheiro privativo. O único detalhe importante era a água da pia, parecia que estava sendo sugada do rio, pois vinha com uma coloração muito escura. O capitão jurou que a água, apesar do tom, estava tratada e podia ser utilizada para banho tranquilamente. Tudo bem, banho até ia, mas escovar os dentes era tarefa árdua e enojante. Tratei logo de catar algumas águas minerais e escovar meus dentes utilizando o velho método “copogargarejodaagua”.

O por do sol no pantanal é lindo e a sensação de paz em contato com natureza indescritível. Nada melhor que fechar a noite com um belo jantar em cima do Rio Paraguai ouvindo a sinfonia dos bichos e o barulho do mato. Como deu pra notar, esse tipo de viagem não é mais como antigamente, voltada somente para homens, muito pelo contrário. É tão gostoso se reunir em família, todos participarem da pesca, dos passeios, da refeição à beira-rio. São 5 dias flutuantes que valem à pena, mesmo que não pesque nada. Mas isso é praticamente impossível de acontecer, já que pescar no Pantanal é tão fácil como ser picada pelos mosquitos que lá habitam. E que mosquitos!!!


Embarcando no “Arara Pantaneira”… olha a foto… pessoal, a foto… aqui…


Meu irmão e Maridex, molhando os pés…


A primeira piranha do Maridex.


Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas! 😉


Meu primeiro “Pintado”. Tão miudinho que tive de devolver……


Jacaré…

 

 


A foto tá meio ruim, mas não podia deixar de colocá-la aqui. O maior peixe fui “EUZINHA” quem pescou e não é história de pescador não.

Conheça a Carol Wieser

Carol Wieser escreveu 165 posts para o TRAVEL FOREVER.

Criadora e editora do blog, adora colocar os pés na estrada! Está sempre planejando uma nova viagem. Sua Bucket List é enorme (e azul), dificilmente irá conhecer todos os destinos que deseja, mas continua esperançosa!

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13 Responses

  1. Margarida 25 de junho de 2008 às 14:28

    Carol !
    Gostei muito das fotos,principalmente a do Jacaré de papo para o ar !!
    O meu maridão também gostava muito de viajar para o Pantanal, mas eu sou muito pouco aventureira e então encontros com mosquitos gordos nem pensar!!!
    Depois de ler o post,no entanto,reconheço que deve ser bem divertido…

    Beijos
    Ps:Há restaurantes com Apfelstrudel ou Lime Pie por lá???

    Responder
  2. Carol Wieser | Trave 25 de junho de 2008 às 19:28

    Margarida!!!

    Tadinho do jacaré, na verdade ele estava morto!! Meio trash essa foto não?

    Olha, a viagem pro Pantanal foi bem legal mesmo. Digamos que o resultado foi diferente do que a gente esperava. Sabe, quando se fala em pescaria já imaginamos "Q Saco, 5 dias em cima do barco", mas me diverti como ninguém, parecia uma criança tirando peixe d'aqua pela 1ª vez, até um jacaré meu irmão fisgou, daí imagine a emoção… Mas a gente soltou o bichinho, e apesar de eu ser louca por comidinhas, deixei o bichinho viver em paz…. 😉

    Sobre as nossas tortinhas, tinha alguns pudins de sobremesa, mas tudo bem simples, nada que desse muito trabalho não. Toda a comida é feita na cozinha do barco-hotel mesmo então eles faziam o que facilitava o processo. Pudim, gelatina… Mas a comida era simples e BEM saborosa. Do caldinho de piranha não vou esquecer, pois estava delicioso!

    Beijos

    Responder
  3. Carol Wieser | Trave 25 de junho de 2008 às 19:46

    Oi Danilo!

    Que bom que você gostou do blog, tenho me esforçado para tentar deixar ele atualizado, mas são tantas viagens…
    Seja bem vindo, sempre é bom ter novos parceiros e amigos pra trocar idéias. Quando as informações se complementam, enriquecem nosso conteúdo e leitores! Volte sempre!

    Abraços

    Responder
  4. Luisa 26 de junho de 2008 às 8:00

    Carol, vc se mete em cada uma!

    Quando eu fui ao Pantanal, no inicio atè tinha pensado numa pescaria dessas, mas, como a Margarida, sou muito pouco aventureira (na realidade, eu sou fresca mesmo!)…

    Muito legal poder matar as saudades desse lugar maravilhoso… Acho que vou acabar escrevendo alguma coisa sobre a minha viagem ao Pantanal tb… Seu post me inspirou!

    Bjs

    Responder
  5. Carol Wieser | Trave 26 de junho de 2008 às 10:23

    Luisa, esses dias tirei uns albuns de fotos da gaveta e comecei a folhear… dai achei a viagem ao pantanal, me deu uma saudades que resolvi escrever… Menina, deu uma trabalheira, pois não tinha câmera digital na época e tive que escanear as fotos pra colocar aqui!!

    Mas faça isso, coloque o Pantanal no seu blog também, assim podemos ter duas visões diferentes do lugar: a da "aspirante" à pescadora (eu) e da menos aventureira (você). Você deve ter fotos lindíssimas, pois como nós ficamos em cima do barco por uma semana, conseguia avistar os animais, mas não pude ter a felicidade de fotografá-los.
    8)

    Beijusss

    Responder
  6. Camila 26 de junho de 2008 às 11:11

    Eu também não sou das mais aventureiras não… Mas imagino que uma viagem dessas, principalmente em turma, com a família, deve ser bem legal. Meus pais moram em Goiás, próximo ao Rio Araguaia. Por lá o pessoal gosta muito de pescar, acampar, ir pro rancho. Beira de rio é sempre uma delícia!

    Responder
  7. Carol Wieser | Trave 26 de junho de 2008 às 19:43

    Camila, morar no interior é uma delícia não?

    Sou de cidade pequena (bem pequena por sinal), e na minha infância aproveitei um montão também, acampar, pescar… vai ver por isso que gosto tanto de natureza, quer coisa melhor?

    Responder
  8. Carol Wieser | Trave 17 de dezembro de 2008 às 10:32

    Olá Esio,

    Pelas minhas pesquisas (pois não lembro o limite que era quando fui pra lá), a quantidade máxima de peixes que podem ser trazido é de 10 quilos por pessoa, mais o troféu, que é o maior peixe que você pescar…

    O ideal era você se informar bem certinho, pois parece-me que a pesca só é permitida pra quem tem a "licença de pesca".

    Espero ter ajudado…

    Até

    Responder
  9. Arara Pantaneira Tur 20 de agosto de 2009 às 12:08

    Oi Carol,

    Que grata surpresa tivemos ao descobrirmos pelo acaso o seu simpático blog…
    Estivemos lendo as suas impressões relacionadas ao Pantanal e demos boas risadas com suas divertidas e e bem humoradas histórias a qual você narra de forma simpática e criativa.
    De 2001 pra cá as coisas por aqui evoluíram bastante… E hoje nós temos uma estrutura bem melhor e diferente pra lhe oferecer, atualize-se acessando o nosso site http://www.araratur.com.br e dê uma olhadinha no nosso YACHT ALBATROZ…
    Que bom que olhando as fotos da viagem você sentiu saudades, esperamos que vocês voltem breve para repetirem esta viagem maravilhosa!
    Nós estamos aqui de braços abertos e com saudades, esperando por vocês!
    Um grande e Saudoso Abraço Pantaneiro a todos!

    Responder
  10. www.mtcidades.com.br 4 de maio de 2010 às 18:11

    Não basta amar tem que participar….

    Minha amiga, concordo com você, pescaria não é coisa só de homem, e sim um momento de socialização desde o companheirismo para a pesca até o jantar. Pesca esportiva pode ser feita por homens e mulheres, moços e moças, jovens e senhores.

    Pratique a pesca esportiva

    e se for em falia melhor

    Responder

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