Curitiba (chuvosa), 23 de abril (chovendo) de 2010 (eita ano chuvoso!!).
E não podia ser diferente, mais um bendito dia molhado em Curitiba! Mas diferentemente dos outros dias chuvosos dessa terra úmida, era nesse dia que pegaríamos o voo rumo a um final de semana estendido em Buenos Aires, então a chuva pouco fez diferença pra mim (até então). Nosso voo da TAM estava marcado para as 10h, e mais tardar às 14h estaríamos em Buenos Aires, que delícia! Saímos de casa às 8h, a considerar que não levaríamos mais de 40 min. até chegar o aeroporto e ainda restaria um tempo razoável para todos os trâmites que fossem necessários para o check-in. Mas sabe quando é pra dar zebra??? Isso mesmo, zebrou tudo nesse dia
Às 8h estávamos no carro, mas no caminho para o aeroporto Afonso Pena começou a agonia de mais um dia molhado… O trânsito parado, a CBN anunciando que a avenida que liga o centro-aeroporto estava congestionada (acidente), a triste idéia de desviar o percurso por dentro do bairro, a rua errada, affffffff… Resumindo: chegamos no estacionamento do aeroporto com exatos 40 min. de antecedência. Até ai tudo bem, afinal ainda tínhamos um tempinho, entramos na fila do check-in, ficamos uns 10 minutos esperando todos empolgados, quando nos deu um estalo de pedir informação sobre o voo…
E a resposta:
- Desculpe senhores, mas este voo encerrou o check-in faz 10 min.
Eu respondi perplexa:
- Como assim???? Faz 10 minutos que estamos na fila e ninguém falou nada!!!
Mas a moça com aquela calma treinada nos disse:
- Desculpe senhores, mas vocês perderam este voo. Eu anunciei faz 10 minutos que este voo encerraria, e vocês não se pronunciaram. Não há nada que eu possa fazer!!
Que rrrrraiva, mas ela não anunciou o voo enquanto estávamos na fila não!!! Provavelmente ela o fez antes de chegarmos, e nós, bem ingênuos, entramos na fila do check-in normalmente. Começou uma leve discussão, pois pelos nossos cálculos, ainda dava tempo de embarcar. Se ela fizesse o pequeno esforço, colocaria a gente dentro daquele avião e estaríamos todos felizes. Aliás, não só nois, pois tinha mais uma família na mesma situação na fila do check in. Eram mais de 8 pessoas que queriam embarcar e não conseguiram por causa de 10 minutos. Um absurdo, eu sei que existem regras, mas sei também que se a companhia quer dar um jeito de embarcar, ela consegue. Afinal, por tantos voos atrasados e remarcagens que já tive que engolir, eles me deviam essa!!!
Sinceramente desconfiamos de overbooking e fizemos uma reclamação oficial na ANAC. Mas isso foi apenas para formalizar a suspeita, pois não adiantaria mais nada naquela altura do campeonato, aquele avião já era, e precisávamos chegar no dia programado. Como o próximo aéreo da TAM para BsAs só sairia de São Paulo às 20h (isso significaria uma espera de + de 7h em Sampa), resolvemos ver na GOL qual seria o próximo voo. E deu certo. Resumo da ópera: Remarcamos nossas passagens com a TAM (sem custos, pois foi liberada a taxa), compramos novas passagens de ida para Buenos Aires pela GOL (ainda conseguimos um aéreo promocional via Assunción) e pedimos o reembolso desse voo que não usamos pela TAM na volta. Então apesar do transtorno, conseguimos chegar a Buenos Aires ainda no dia 23/04, às 15h30. A raiva passou rapidinho assim pisei na Argentina e entrei no primeiro Duty Free

Malas na mão, fomos trocar um pouco de Reais por Pesos. Uma boa dica é não trocar logo após sair do desembarque (existe um monte de casas de cambio ali mas as tarifas são péssimas). Vá adiante até o saguão principal onde são feitos os check-ins, ali dá pra obter taxas bem melhores, um exemplo é o BANCO PIANO. Pagamos R$ 1 real = $ 2,05 pesos. Considero uma taxa bem razoável. Você pode trocar dinheiro nesse mesmo banco no centro, mas como chegamos no final de semana e os bancos não abrem no sábado, esse foi o melhor lugar para cambiar. Quase todos os estabelecimentos em Buenos Aires aceitam dólares também, mas a conversão fica por conta da casa, então não é sempre que você conseguirá uma tarifa adequada. Eu sou adepta de fazer o cambio por pesos. Além de ser mais fácil, você controla melhor seu dim dim.

Dinheiro trocado, vamos ao taxi. Existe um guichê oficial bem na saída do saguão do aeroporto. O valor da corrida ali é de $ 110 pesos fixos e você pode pagar em cartão de crédito. Se você colocar os pés para fora do saguão, choverá taxistas oferecendo a viagem. O valor lá fora varia de $ 90 a $ 100 pesos . Pagamos $ 100 pesos por um carro grande, taxi oficial (amarelo e preto) e dividimos a corrida em 4 pessoas. O aeroporto é longe do centro (cerca de 30 min.) e você não conseguirá taxi oficial por valor muito menor que esse. Existem os clandestinos, mas esses são por sua conta e risco.

Sil, Maridex e eu, esperando o taxi.

Os taxis oficiais de BsAs em sua maioria são velhinhos. Mas são seguros, desde que você escolha um amarelo e preto!
29 de junho de 2010
Semana passada tive uma ótima surpresa. Fiquei bem feliz ao receber da Carol, minha xará que a pouco tempo ingressou no mundo blogueiro, um selo bem especial. Eu me senti duplamente premiada com essa indicação. Uma porquê eu AMO viajar, outra porquê eu tenho certeza que vou AMAR viajar com a minha pequena! Ela até já foi pra Buenos Aires esses dias, bem empacotadinha confesso (dentro da barriga ainda), mas já foi uma sensação incrível e totalmente diferente viajar grávida! Fico me imaginando então viajando com ela depois nesse mundão… afffff. Será que já estou babando???
Tenho certeza que vou honrar o selo e ser uma super mãe viajante também!

Como todo bom selinho que circula pelos blogs, esse também tem suas regrinhas especiais, então vamos obedecê-las!!!
A mãe/blogueira que receber o selo deverá:
• Publicá-lo no seu blog;
• Repassá-lo para 5 outras mães/blogueiras/viajante com filhos;
CUIDADO! Toda corrente que se quebra esta também tem suas consequências:
• Você ficará horas na fila da Imigração;
• Sua bagagem será extraviada;
• Você vai esquecer a necessaire do bebê em casa;
• Seu hotel vai ter overbook;
• Você pegará um congestionamento de 4 horas na serra do mar.
VIXI! Melhor obedecer então….
Vamos às Indicações:
• Carol do Viajando na Maternidade
Vou retribuir o selo a esta jovem mamãe/blogueira que já está com um blog recheado de dicas super legais!
• Paula do Mala Surrada
Mamãe super fresquinha e que adora viajar por ai! Assim como eu, é mãe de primeira viajem. O legal é que ela vai postando as dicas no blog assim que descobre os truques da maternidade!
• Silvia do Matraqueando
Uma mãe super descolada que adora bater perna por ai.
• Margarida do As Viagens de Margarida
Mamãe do ex-pequeno Francisco que leva o filhote pra todos os lados das Oropas.
• Breno do Vem Comigo
O que um homem está fazendo nessa listinha? Olha, eu tomei a liberdade de indicar um pai nessa listinha, pois ter TRIGÊMEOS, continuar viajando por aí e blogando, merece muitos selos e honras com certeza!!
Perdão gente, tinha tantas mães e pais viajantes para indicar nesse mundo blogueiro, mas regras são regras! Beijos
28 de maio de 2010

Olá Ticos e Ticas! Já entrando em ritmo porteño, estou deixando aqui meus beijinhos para vocês pois amanhã estou indo para Buenos Aires com o maridex + um casal de amigos!!!
Depois de 15 anos, volto a Capital Argentina! Engraçado, passou tanto tempo mas lembro como se fosse ontem das minhas andanças pela cidade. Delícia não??? Retornamos na segunda, com as malas cheias de compras (principalmente roupichas de bebês) e muitas novidades para postar no blog… bem ansiosa.
Super beijos e até Buenos Aires!
23 de abril de 2010
Estávamos a toa num desses finais de semana aqui em Curitiba, meio entediados, quando tivemos uma daquelas idéias (que eu adoro) de última hora. Em pleno sábado resolvemos descer para Morretes e dormir por lá. Há tempos vinha querendo me hospedar em uma das pousadas que via na internet, entre tantas opções sempre tive uma queda pelo Santuário Nhundiaquara e a Hakuna Matata. Entramos em contato com ambas, mas a primeira opção da lista – Santuário Nundiaquara – estava lotada por conta de um casório
Já a segunda opção – Hakuna Matata – estava disponível, e apesar do preço meio salgado, resolvemos testar
Sabe que uma das coisas que eu adoro conhecer é pousadas. Depois que inventaram esse tipo de hospedagem, dou preferência para uma bela e aconchegante pousadinha ao invés de um hotel gigantesco… e quanto menor a pousada, melhor. Quanto mais charmosa, mais encantadora. Quanto mais familiar, mais acolhedora. Adoro chegar em lugares onde o próprio dono recebe, conversa contigo, deixa você a vontade. Uma coisa que aprendi (mas nem sempre aplico) é que pousadas indicadas são mais acertadas que pousadas garimpadas. Tenho essa mania de ficar procurando, garimpando pela net. As vezes acerto na garimpagem, já tive ótimas surpresas pousadísticas em minhas jornadas, mas em compensação já cai em cada bomba também… ulalá. Nem sempre o que o site mostra é o que você encontra no local. Pela net tudo parece tão bacana, tão arrumado, tão maquiado… Mas não é online que a gente consegue perceber os detalhes que são crusciais para uma boa estadia. Higiene por exemplo, é uma coisa que eu considero imprescindível e isso a gente não enxerga nas belas fotos ilustradas no portal. Outra coisa muito importante para a felicidade dos hospedes é a alimentação que o local oferece. Não há nada mais desanimador que acordar imaginando um belo café da manhã e ao chegar no restaurante dar de cara com aquele bolo abatumado, um pão amanhecido, affffff….
Mas voltando ao passeio, descemos no final da tarde de sábado e chegamos na Pousada Hakuna Matata por volta das 17h. Fizemos o check in e fomos para nosso quarto. Como de costume, tenho a mania de largar minha bagagem e sair correndo para dar uma voltinha de reconhecimento local. Mas já era meio tarde, consegui ver a pousada apenas acompanhada pelas luzes artificiais. O local da pousada é muito bacana, o estilo é rústico, bem decorada, arborizada e tem uma infra-estrutura bem legal. Mas não foi nessa minha voltinha que pude perceber alguns detalhes desagradáveis. Ao voltar pro quarto comecei a reparar nos detalhes, o cheiro de mofo começou a me incomodar (e sabe que mulher grávida sente odores pacas), a limpeza deixou a desejar (principalmente no banheiro) e os lençóis, esses estavam úmidos
… Imagine a minha decepção! Eu que queria tanto me hospedar lá



Olhe, eu não sou chata não, nunca fui e não é qualquer poeira ou teia de aranha que me incomoda. Mas tem certas coisas que não gosto e nem espero encontrar. Eu imagino que, quando o proprietário opta em ter uma pousada e cobrar caro pela diária, o serviço OBRIGATORIAMENTE precisa ser de primeira. Isso se chama custo x benefício. Não me importo em pagar caro, mas o retorno precisa ser no mínimo surpreendente. Assim como a limpeza e a alimentação precisam estar em dia. Nossa janta foi um desastre, um buffet com uma 5 variedades de pratos, mas nem pela quantidade, o problema é que a comida era bem sonsa mesmo, daquelas que se come em qq restaurante a quilo meia boca em Curitiba. Cadê o diferencial? Bom, quem sabe no café da manhã? …vixi pior ainda, a louça estava suja e tinha até pão estragado (aquele tipo azedo-fermentado). Inadmissível.


É uma pena, o lugar tem tudo para ser bom. É bonito, tem piscina ao ar livre, piscina interna aquecida, jacuzzi, sala de jogos e outras coisinhas mais. Mas infelizmente por conta desses detalhes essenciais a gente não teve ânimo para aproveitar como deveria :(
Fica aqui minha complain desse lugar.
Valor que pagamos pela da diária: R$ 380,00
Suíte com hidro e lareira, pensão completa.
28 de março de 2010
É uma MENINA!
Bem Feliz

23 de março de 2010
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